Do Youtube
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
1, 2, 3, 4, 5 vezes Timão Campeão Brasileiro (É Penta...!!!)
Via blog do Eder
Timão Pentacampeão!!!
Da Folha.com
O Corinthians empatou por 0 a 0 com o Palmeiras no Pacaembu e conquistou seu quinto título brasileiro --já havia faturado em 1990, 98, 99 e 2005. É a primeira taça nacional que a equipe conquista no Pacaembu.
- Baixe o wallpaper do Corinthians campeão brasileiro
- Veja as fotos históricas dos times campeões do Corinthians
- Confira o especial do pentacampeonato corintiano
O técnico Tite faturou a competição pela primeira vez. No comando de um clube brasileiro fora do Rio Grande do Sul, ele ainda não havia sido campeão.
| Danilo Verpa/Folhapress | ||
| Jogadores do Corinthians comemoram no gramado do Pacaembu; clique na foto e veja galeria |
No final da partida, o atacante Jorge Henrique provocou os palmeirenses ao passar o pé sobre a bola e imitar o chute no vácuo do palmeirense Valdivia, que foi expulso por uma cotovelada no próprio corintiano.
Os rivais não gostaram e uma briga generalizada teve início. Leandro Castán e João Vítor foram expulsos na confusão.
Antes, o corintiano Wallace também havia recebido o vermelho por acertar um pontapé em Maikon Leite, no meio de campo.
O JOGO
O Palmeiras foi superior ao Corinthians durante todo o primeiro tempo. A equipe de Parque Antártica não deu espaços para o rival e ainda assustava com as bolas alçadas pelo volante Marcos Assunção.
Porém, a melhor chance da etapa inicial foi do time de Parque São Jorge. Aos 45min, Alessandro e Willian trocaram passes na área. O atacante, ao receber um leve toque do zagueiro Henrique, caiu. A bola ainda sobrou para Jorge Henrique. No entanto, sua finalização foi desviada para escanteio.
| Almeida Rocha/Folhapress | ||
| Jorge Henrique, do Corinthians disputa jogada contra Cicinho, do Palmeiras; clique na foto e veja galeria |
Os corintianos pediram pênalti, mas o árbitro Wilson Seneme não marcou nada.
Na volta do intervalo, o Corinthians voltou melhor e logo aos 2min já estava com um atleta a mais. O meia chileno Valdivia, em disputa com Jorge Henrique, deu uma cotovelada no adversário. O juiz aplicou diretamente o cartão vermelho.
Por um tempo, o clube alvinegro tentou exercer uma pressão, que pouco durou. O Palmeiras continuava assustando com as bolas alçadas e acertou a marcação novamente.
Em uma das jogadas aéreas, o time alviverde chegou a acertar a trave de Júlio César. No rebote, com o goleiro já batido, Luan chutou para fora.
O zagueiro Wallace, improvisado na posição de volante, levantou o pé demais e acertou o atacante Maikon Leite. Seneme o expulsou, mesmo sem ele possuir o amarelo.
Aos 43min, Jorge Henrique passou o pé sobre a bola, deu chute no vácuo --igual ao palmeirense Valdivia-- e provocou uma briga generalizada. O atacante Luan chegou a dar um pontapé no rival.
Então, a partida continuou disputada, com muitos amarelos e sem criatividade. O empate por 0 a 0 deu o título de campeão brasileiro ao Corinthians. O quinto de sua história.
Adeus do Dr. Sócrates!
Via blog da Maria Frô
O Corinthians é uma voz, num país sem voz. Sócrates
Por sugestão do Victor Farinelli, via Facebook
“O Corinthians é muito mais que um clube de futebol. O Corinthians é uma religião, é uma grande nação, mas muito mais do que isso, o Corinthians é uma voz, o Corinthians é uma força, é uma forma de expressão que a sua população tem. Num país em que os mais fracos social, política e economicamente não têm voz nunca, neste caso têm. Através do Corinthians, eles conseguem se manifestar, quer dizer, a torcida corinthiana utiliza o seu clube, o seu time, a sua expressão física, como forma de contestação de tudo aquilo que não lhe é dado de direito” (Sócrates Brasileiro e Corinthiano Vieira de Oliveira).
sábado, 3 de dezembro de 2011
Seminário em Londrina sobre nova modalidade do "Minha Casa, Minha Vida"
Londrina - PR
Seminário debate emendas populares e Minha Casa, Minha Vida
O deputado federal André Vargas (PT-PR), promoveu na segunda-feira, 21/11, em Londrina, um seminário com prefeitos, vereadores e secretários municipais para debater a nova modalidade do programa Minha Casa, Minha Vida, que chega agora aos municípios com até 50 mil habitantes e com um subsídio de 25 mil habitantes. A expectativa é reunir cerca de 200 pessoas de todas as regiões do Estado.
Outro assunto debatido, com vistas a sanar as dúvidas das prefeituras, é a nova modalidade de emendas, aprovada na Comissão de Orçamento da Câmara Federal, que prevê a possibilidade dos municípios apresentarem emendas diretamente ao orçamento para as áreas de saúde, água e saneamento. Essas emendas devem ser aprovadas em audiências públicas realizadas pelas prefeituras e câmaras de vereadores, com ampla participação da população.
Mas essas emendas precisam ser definidas e encaminhadas à Comissão de Orçamento até o dia 10/12. “Serão investidos R$ 2,5 bilhões na área de saúde, mas os municípios precisam ficar atentos aos prazos para que não percam esta oportunidade de obter recursos e investir numa área que sempre demanda investimentos, que é a área de saúde. São recursos que vão de R$ 300 a R$ 600 mil, de acordo com o número de habitantes”, reforça do deputado André Vargas.
Ele destacou que o seminário tem a função de dirimir as dúvidas dos administradores municipais sobre estes dois assuntos, por isso, foi fundamental a participação de representantes de todos os municípios, como aconteceu com a nossa cidade em que participaram o Vereador Eder Camilo, o Sr. Márcio Pio de Oliveira (saúde) e a Diretora do Departamento de Agricultura, Comércio e Meio Ambiente, Margarete Regina Gamba dos Santos (representando o executivo do município de Uraí a pedido do Prefeito Dr. Almir Fernandes de Oliveira).
O Seminário ocorreu no Hotel LondriStar, na rodovia Celso Garcia Cid, km 74,5 nº 3225 – Londrina, PR.
Dilma Rousseff – Brasileira do Ano 2011
Via blog da Maria Frô
dezembro 3rd, 2011 by mariafro
Pohan! E disseram que ela tava na pior: Dilma Rousseff – Brasileira do Ano 2011
dezembro 3rd, 2011 by mariafro
BRASILEIRO DO ANO 2011Dilma Rousseff – Brasileira do Ano 2011No primeiro ano de mandato, a presidente Dilma mostrou pulso firme, manteve o país na rota do crescimento da era Lula e foi destaque na cena internacionalPor: Octávio Costa e Adriana Nicacio, na IstoÉ, N° Edição: 219502/12/2011
![]() |
| Presidenta Dilma |
Suceder ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o mais carismático e popular da história do Brasil, era, sem dúvida, um grande desafio. Mas a primeira mulher a governar o País não costuma recuar diante de obstáculos. Ao contrário, o que mais emociona a presidenta Dilma Rousseff são exemplos de superação diante das dificuldades da vida. E, neste primeiro ano de mandato, ela deu prova de sua determinação. Comandou um agudo corte orçamentário, mas sem descuidar do crescimento e da geração de empregos. Sob a batuta de Dilma, o Brasil foi uma das poucas economias a crescer em meio a uma gravíssima crise internacional. Em poucos meses, Dilma mostrou seu estilo firme de administrar e bateu o recorde de aprovação da opinião pública em início de governo, deixando para trás o próprio Lula. Em suas viagens ao Exterior, ela também conquistou projeção imediata. “O Brasil hoje se encontra numa situação única. Somos respeitados, sobretudo, porque o mundo percebe a força de ter 190 milhões de habitantes, num regime democrático, capitalista, cumpridor dos contratos e com um imenso viés social”, festejou a presidenta Dilma Rousseff ao receber ISTOÉ em seu gabinete no Palácio do Planalto.O Brasil, de fato, é a bola da vez na cena internacional. Mas Dilma Rousseff impôs sua presença com uma rapidez impressionante. Primeira mulher a abrir a Assembleia-Geral da ONU, a presidenta da República hoje é considerada a terceira estadista mais poderosa do mundo, em ranking da revista “Forbes”. Tem à frente apenas a chanceler alemã, Angela Merkel, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. A tradicional revista “The New Yorker” chamou-a de “A Ungida” e afirmou que Dilma “está conduzindo o País num boom econômico”, dando lições de boa governança até mesmo ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Num misto de modéstia e gratidão, a presidenta diz que deve ao ex-presidente Lula a acolhida generosa por seus pares nos fóruns multilaterais. Ela cita como exemplo o que aconteceu durante a reunião do G-20, nos dias 3 e 4 de novembro em Cannes, na França, quando os presidentes das 20 maiores economias discutiram a crise global. Dilma contou à ISTOÉ que, assim que tomaram conhecimento de que Lula havia sido internado para se tratar de um câncer na laringe, todos os estadistas fizeram questão de manifestar solidariedade.
PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA: A presidenta Dilma
foi reverenciada por líderes mundiais ao ser a primeira mulher a abrir a reunião
da Assembleia-Geral da ONU
Mas um gesto chamou em especial a atenção da presidenta. Conhecido por sua feição sempre compenetrada – há quem diga que ele poderia ver uma bomba atômica explodir sem piscar os olhos –, o presidente da China, Hu Jintao, aproximou-se de Dilma e disse ao pé do ouvido: “Quero lhe pedir para manifestar ao presidente Lula meus votos de recuperação. Não me dirijo ao líder latino-americano nem ao ex-presidente do Brasil, e, sim, ao meu amigo Lula.” Ao destacar o episódio, a presidenta conta às gargalhadas como se deu a aproximação de Lula e Hu Jintao. Então ministra da Casa Civil, ela foi à Coreia na comitiva presidencial. “Num corredor, Lula avistou o presidente chinês e gritou: Hu Jintao! Pegou na bochecha dele e disse que estava com saudades. Falava em português, como se o Hu Jintao estivesse entendendo tudo. Daquele jeito que só Lula tem, abraçou-o e saiu andando com ele”, lembra. A conclusão de Dilma é de que herdou as relações afetivas que só o ex-presidente é capaz de construir. É natural, portanto, que ela tenha sofrido um choque com a doença de seu dileto amigo. “Nos falamos quase diariamente. Ele está bem”, torce a presidenta.A boa notícia do ano, na visão da presidenta da República, foi o desempenho da economia. Dilma soube antever que os problemas externos, mais cedo ou mais tarde, iriam bater à porta e decidiu conduzir a política econômica com todo rigor. Em dezembro as previsões indicam que a Europa e os Estados Unidos estão à beira da recessão. Mas para o Brasil as expectativas são otimistas. A economia deve crescer 3,4% neste ano e 3,2% em 2012. A taxa de desemprego caiu para 5,8%, o menor índice para o mês de outubro desde 2002, e o número de trabalhadores com carteira assinada subiu 7,4%. “Foi um ano muito bem-sucedido”, comemora a presidenta.
EM DESTAQUE: Foto oficial de Dilma passou a compor,
este ano, a galeria e presidentes da República do Palácio do Planalto
No governo Dilma, voltou a reinar a paz entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central. Alexandre Tombini, no BC, e Guido Mantega, na Fazenda, conduzem a economia em total sintonia. Para evitar conflitos, ninguém mais no governo fala sobre economia. Só Mantega e Tombini estão autorizados a dar declarações e fazer análises de conjuntura. Nesse clima amistoso, o Planalto pôs em prática o antigo desejo de reduzir os juros para ampliar a taxa de investimento interno e baratear o crédito. O primeiro corte de juros veio em 1o de setembro e, como era de esperar, provocou uma reação histérica do mercado financeiro. Alguns analistas atribuíram a decisão do Copom à intervenção do Planalto na política monetária e previram o pior para o País. A presidenta Dilma, entretanto, reafirmou a autonomia do BC e, hoje, faz um brinde ao acerto da decisão. “O Banco Central provou que consegue manter a estabilidade da economia. Persegue com sucesso todas as condições de solidez macroeconômica para podermos crescer”, diz ela.Convicta de que o País vai continuar a nadar contra a maré internacional, a presidenta concentra seu foco na área social. Ela destaca o lançamento de projetos estratégicos para a correção de desigualdades históricas. O Bolsa Família, com peso cada vez maior nas crianças, é um dos pilares do programa Brasil sem Miséria. Atualmente, dos 16,2 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha de pobreza, 40% são menores de 14 anos. “Minha obsessão é garantir a essas crianças e a esses adolescentes o acesso a uma boa alimentação e às políticas de educação e saúde”, afirma a presidenta. O Água para Todos, lançado em julho, faz parte dessa preocupação. Na Saúde, a presidenta dá ênfase à distribuição gratuita de remédios para diabetes e hipertensão. Desde fevereiro, mais de 6,5 milhões de medicamentos foram distribuídos. “Isso mostra como tinha gente que precisava de remédio sem conseguir”, constata. A presidenta diz que essas são as duas doenças que mais matam no Brasil. E faz referência especial aos programas SOS Emergência, Saúde em Casa e Melhor em Casa, que têm como meta enfrentar a superlotação nos prontos-socorros e a falta de leitos nos hospitais.
A CRIATURA E O CRIADOR: Lula e Dilma usam cocar
indígena durante inauguração de ponte sobre o rio Negro, em Manaus
Dilma Rousseff também considera importantíssimo o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Para ela, “trata-se da maior reforma da educação profissional já feita no Brasil”. Até 2014, o governo federal vai criar oito milhões de vagas na capacitação de jovens e adultos. Em outra frente, o Ciência sem Fronteiras pretende distribuir 100 mil bolsas de estudo no Exterior a universitários brasileiros. “Queremos colocar gente no Exterior fazendo bolsa sanduíche na graduação e no doutorado. O desafio para mudar o País está na ciência e tecnologia e passa pela educação”, avalia. O Brasil, a seu ver, tem que entrar em outro patamar: “A indústria automobilística não pode só importar carros prontos. Não somos tupiniquins. Isso vale também para as sondas da Petrobras.”Em contraste com os avanços na área social e o êxito econômico, a cena política foi marcada por sobressaltos. Desde a demissão do ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, em 7 de junho, o País assistiu à queda de praticamente um ministro por mês. Assessores da presidenta, porém, argumentam que a política e as relações com o Congresso são tradicionalmente um terreno movediço. “Essa área nunca é fácil”, afirma uma fonte do Planalto. E garante que a presidenta Dilma tratou as demissões de seus ministros como “ossos do ofício”, preocupada, acima de tudo, em não paralisar seu governo. Embora discuta a reforma ministerial da forma mais reservada possível, com consultas indiretas aos interlocutores, Dilma fará uma troca de cadeiras no início do ano.
APESAR DO CORTE ORÇAMENTÁRIO, OBRAS PARA A COPA
DE 2014 OBEDECERAM AO CRONOGRAMA IMPOSTO POR DILMA
DE OLHO NA COPA: Ao lado de Pelé, Dilma vistoriou
as obras da reforma do estádio do Mineirão, em Belo Horizonte
Para além das preocupações e da pesada rotina do cargo, recomenda-se a quem quiser ter uma conversa mais descontraída com a presidenta Dilma que se informe sobre o mundo das artes plásticas. A presidenta é apaixonada por pintura, especialmente pelo acervo do museu Jacquemart-André, no boulevard Haussmann, em Paris. Ali estão, por exemplo, quadros da pintora clássica francesa Elisabeth Vigée-Le Brun, uma das preferidas de Dilma. A presidenta gosta muito de um retrato que Le Brun pintou de Maria Antonieta, a rainha que foi decapitada na Revolução Francesa. A presidenta também elogia a coleção de autorretratos da Galeria Uffizi, em Florença. Ao passar por Paris, na volta da reunião do G-20, em Cannes, Dilma “morreu de vontade” de visitar o Centro Georges Pompidou para ver a exposição do norueguês Edvard Munch, pioneiro do movimento expressionista. Mas a logística de segurança não permitiu, pois a presidenta é sempre acompanhada por um batalhão de fotógrafos. Após as eleições em 2010, ela foi a Paris e revisitou o museu Jacquemart-André. “Todos entraram atrás de mim. A gerente me perguntou se eu estava acompanhada. Disse que não. Mesmo assim, ela pediu que eu me retirasse. Saí com muita vergonha”, confessa.A paixão pela arte não impediu que a presidenta tornasse pública a rejeição ao ambiente frio do Palácio da Alvorada, obra do arquiteto Oscar Niemeyer. Ela explica que não tem nada contra o Palácio, mas ressalta que não foi feito para morar. Considera a biblioteca maravilhosa, porém sente falta de uma cozinha pequena, pelo menos para esquentar água. A cozinha do palácio fica na extremidade oposta ao quarto da presidenta. Apesar dos senões, a presidenta afirma que “o Alvorada é de dar orgulho aos brasileiros e é adequado a um país como o Brasil”. É um monumento que não deixa a desejar, segundo ela. “Você vê o espanto na cara das pessoas”, diz, e lembra que o presidente Obama ficou embasbacado ao visitá-lo. As filhas de Obama diziam: “Pai, é o palácio mais bonito que conhecemos.”
CUMPRINDO UMA PROMESSA DE CAMPANHA, DILMA
ANUNCIOU A AMPLIAÇÃO DOS PROGRAMAS MINHA CASA MINHA VIDA E PAC 2
FOCO NO SOCIAL: A presidenta lançou, em junho, a
segunda fase do principal programa habitacional do governo
NOVO FÔLEGO: Construção do navio Celso Furtado
marcou a retomada da indústria naval
No plano administrativo, Dilma Rousseff se emocionou com a criação da Comissão da Verdade, que vai apurar os crimes da ditadura militar, e a sanção da lei de Acesso às Informações Públicas, que prevê o sigilo máximo de 50 anos para documentos oficiais. A presidenta também foi às lágrimas em outros eventos: no lançamento do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e ao receber em audiência atletas dos Jogos Parapan-Americanos. Ela admite que exemplos de superação mexem com seu coração. “Fiquei impressionada com aquele menino (o nadador Daniel Dias) com 11 medalhas. Ele me disse que transformou o defeito em vantagem”, conta. Dilma diz que “viver é perigoso”, citando Guimarães Rosa, mas acrescenta que vencer obstáculos é mais difícil ainda para quem tem restrição física.Na verdade, superação de dificuldades é um traço marcante da vida de Dilma Rousseff, que completa 64 anos no dia 14 de dezembro. Filha de um imigrante búlgaro, ela participou da luta armada, foi presa, torturada e sobreviveu aos carrascos por milagre. Conseguiu reconstruir sua vida e, hoje, é presidenta da República. O que espera para o futuro? Dilma bate três vezes no tampo da mesa, três vezes na parte de baixo e responde: “Lula me deixou um legado e eu vou passá-lo para a frente. Estamos construindo tudo para esse País crescer de forma segura e sustentável.”
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
A morte é capaz de devorar tudo, inclusive a vida. Mas não devora os rastos que o amor deixa gravados sobre o pergaminho da história.
DO ADITAL
Sofrimento e Amor
Sofrimento e Amor
Pe. Alfredo J. Gonçalves
Assessor das Pastorais Sociais
Adital
O sofrimento humano já rendeu,
ao longo da história, inúmeros estudos, comentários, livros, bibliotecas
inteiras. Apesar disso, a dor física em particular e o sofrimento da humanidade
em termos mais amplos permanecem como uma enorme interrogação sobre a existência
das pessoas, povos e culturas. O assunto é inesgotável e, por mais que se
investigue e reflita, o ser humano não dá conta de elucidar essa incógnita que
afeta milhões de pessoas que vivenciam situações-limite de tristeza, angústia e
desespero. O mistério do sofrimento, especialmente quando este recai sobre a
vida dos inocentes, não pode ser desvendado em termos racionais. Conhecem-se
muitas de suas causas e efeitos, mas não o segredo de seu sentido, se é que tem
algum. Diante de determinadas lágrimas, em geral amargas e silenciosas,
prevalecem a perplexidade, o absurdo e a impotência.
Como encarar a dor e o
sofrimento? Na maioria dos casos, ambos geram uma atenção centrípeta. Aquele
que sofre, quem quer que seja, pelos motivos mais diversos e por estar num
momento debilitado, tende a concentrar sobre si a preocupação dos demais, tanto
os familiares e amigos quanto grupos e instituições de assistência. A dor, a
fome e a solidão se apresentam normalmente como três irmãs siamesas: não podem
esperar! A questão da saúde é questão humanitária, e por isso mesmo prioritária
em todos os sentidos, lugares e setores da sociedade. Daí os imperativos da
cruz vermelha, as sirenes das ambulâncias, as emergências do pronto socorro.
A tendência de concentrar sobre
si as atenções chega ao ponto de desenvolver certa chantagem (quase sempre
involuntária e inconsciente) na atitude de todo sofredor em relação aos outros.
Ganha grande destaque aqui um processo de vitimização, em graus diferenciados
de consciência e de percepção. Pacientes e crianças, com relativa frequência,
jogam com manobras chantagistas, de forma explícita ou implícita. A fragilidade
humana tem suas defesas "naturais”, revestindo-se de certos mecanismos
psicológicos para proteger-se. A dor e o sofrimento, assim como o amor, fazem
do ser humano uma flor sem defesa e exposta a ventos e tormentas bravias.
Os parágrafos anteriores servem
para introduzir o tema da paixão e morte de Jesus. Neste caso, assistimos à
inversão da tendência centrípeta por outra claramente centrífuga. Nos diversos
cenários da última ceia, da oração no Horto das Oliveiras, da longa e
penosa via crucise do alto do madeiro – todos extremamente
angustiantes e dolorosos – a atenção de Jesus volta-se não para si mesmo, mas
para os outros, incluindo os que o perseguem, torturam e executam. De fato, Ele
passa pela humilhação de um julgamento sumário, pela flagelação e crucifixão
atrozes, pelo abandono por parte de todos, pela agonia interminável na cruz e
pelo fracasso aparente da missão. Não obstante tantas e tão cruéis
adversidades, de forma inédita e surpreendente, Jesus concentra o olhar sobre
as mulheres que à sua vez choram por ele, sobre os soldados que o crucificam e
sobre a cidade que decidiu bani-lo como o pior dos malfeitores. "Maldito
todo aquele que é suspenso do madeiro”, diz a Carta de São Paulo aos Gálatas,
citando o Livro do Levítico (Gl 3,13; Dt 21,23). Numa palavra, em meio a dores
e sofrimentos insuportáveis, Ele se concentra na vontade do Pai sobre o plano
de salvação para a humanidade.
Semelhante comportamento, além
de revelar o amor infinito e insondável de Deus, revela, ao mesmo tempo, o ser
humano em sua mais profunda liberdade. O Deus-humano e o homem-divino se
entrelaçam para mostrar toda a dignidade da pessoa, homem e mulher. Esta foi
criada não para rastejar como os vermes, mas para voar como as borboletas. Em
geral, mesmo em situações de bem-estar, vivemos rastejando atrás de algo para
por no estômago ou algo para cobrir a pele, ou então atrás de dinheiro,
prestígio, títulos, poder, riqueza e sucesso, quando não simplesmente em busca
de consumo e aparência. Em lugar dos ideais da justiça, da solidariedade e da
liberdade, instala-se o egoísmo ou egocentrismo. A natureza humana parece
oscilar num vaivém intermitente e contraditório: ou cai inteiramente no culto
do próprio "eu” ou sobe na mais alta dedicação ao "outro”, com uma
infinidade de pontos intermediários entre os dois extremos.
Evidente que essa condição de
centralidade em si mesmo se aguça de forma acentuada, e até compreensível, no
caso de dor e sofrimento. Diante da vulnerabilidade de uma situação-limite, o
indivíduo é levado a fechar-se sobre si mesmo, contemplando o seu umbigo.
Torna-se um verdadeiro átomo onde as partículas – interesses, paixões,
necessidades e metas – giram em torno do próprio núcleo. Dessa forma, cunham-se
expressões como "sociedade atomizada” ou "multidão solitária”. Mais
do que isso, a pessoa é levada a pedir socorro, atraindo a atenção de quem
estiver por perto. O seu mundo de visão reduz-se à busca de alívio, procurando
todos os meios possíveis para fugir àquilo que o faz sofrer.
Devido a esse peso que nos puxa
para baixo, deixar de rastejar para alçar voo não é um ato mágico e nem se dá
da noite para o dia. Não se trata de um evento localizado no percurso de uma
existência, mas do cultivo diário e permanente de uma superação que só termina
com a morte. Exige, por isso mesmo, um longo e laborioso processo de
sacrifício, aniquilação e despojamento de si mesmo – kenosis – que, no caso de
Jesus, se expressa na Carta de São Paulo aos Filipenses (Fl 2,6-11). Exige um
martírio gota a gota, um "morrer aos poucos” para os próprios desejos e
anseios, para entrar num plano mais elevado, quer em termos sócio-culturais
quer em termos religiosos e espirituais. Os místicos, os sábios e as religiões
falam de retiro, ascese, contemplação.
O fato é que superar o egoísmo
em favor de uma atitude altruísta é um projeto para toda a trajetória de uma
vida. Não se esgota no curso de uma existência. Muitos conseguem dar um pequeno
passo nessa direção, alguns logram um passo a mais; raros são os que orientam o
rumo de seus passos por essa bússola. As exigências aqui são gigantescas, se
levarmos em conta a tendência da natureza humana de rastejar sobre a face da
terra, agarrando-se a tudo aquilo que lhe causa prazer, poder, influência,
domínio, etc. Prevalecem, antes, as leis da gravidade e da inércia que,
respectivamente, nos atrai ao solo e aí no mantêm prisioneiros dos próprios
interesses. A referida inversão de Jesus Cristo, ao contrário, interrompe o
círculo vicioso da vingança, a dinâmica "natural” que costuma ocorrer com a
espiral da violência, tema caro à obra do antropólogo francês René Girard
(especialmente em Des choses cachées depuis la fondation du monde,
Éditions Grasset & Fasquelle, Paris, 1978).
Para o cristianismo, a cruz é o
ponto máximo da elevação do verme humano à borboleta divina. O objeto maldito
de tortura transforma-se em símbolo universal de amor e de espiritualidade. No
madeiro, a agressão brutal e gratuita sobre um inocente confronta-se com o
perdão por parte deste último, ou seja, a violência mais refinada choca-se com
o gesto mais grandioso da história. A essa violência humana extremada, o
homem-divino responde com a misericórdia. Em poucas palavras, a vingança de
Deus é o perdão! O confronto e o choque entre o ódio, de um lado, e o amor, do
outro, é tão surpreendente que provoca uma faísca inusitada. Algo inédito se
ergue das trevas, uma luz se acende em meio à escuridão. Do madeiro maldito
brota uma flor, a mais bela e inesperada.
Isso explica a definição da
Primeira Carta de João: "Deus é amor” (1Jo 4,8). É tão forte e
transparente a superação da tendência centrípeta pela tendência centrífuga, a
condição de verme rastejador pela de borboleta voadora, que a faísca se faz
fogo abrasador e se alastra pelos quatro cantos da terra. Na verdade, a
ressurreição já está misteriosamente contida nesse gesto de perdão, de amor
incomensurável. A morte é capaz de devorar tudo, inclusive a vida. Mas não
devora os rastos que o amor deixa gravados sobre o pergaminho da história.
Nenhum gesto de solidariedade se perde no tempo. De certa forma, a ressurreição
se dá antes da própria morte. Esta não pode vencer o amor expressado no alto da
cruz, no auge da agonia. Ao contrário, o amor vende a morte! Podemos terminar
com as palavras que o evangelista coloca na boca de Jesus: "quando eu for
levantado entre o céu e a terra, atrairei todos a mim!” (Jo 12,32).
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Oportunidade de virar o jogo e mudar o país
Do blog da Maria Frô
Laíssa, ex-catadora, entrou na USP!
As voltas da vida: a ex-catadora e a uspPor: Joelma do Couto
A exclusão neste mundo é tamanha que quando digito ex-catadora o world muda para “excitadora” e me dá outras opções, ex-saltadora, exaltadora, parece engraçado não fosse trágico. Noutro dia num evento promovido pelo vereador Ítalo Cardoso sobre o plano municipal de resíduos sólidos na Câmara Municipal de São Paulo, a representante da LIMPURB, órgão responsável pela coleta seletiva na cidade disse a seguinte frase: “é bom que os catadores participem dos eventos da cidade, assim eles ficam conhecidos, (como se não fossem) tem gente que acha que o lixo que coloca na porta de casa, desaparece por abdução, eles não sabem que são os catadores que levam o reciclável embora.” O Eduardo, do Movimento Nacional dos Catadores presente na mesma mesa, quase infartou. Imaginem a reação do restante da plateia formada na sua maioria por catadores de todo cidade? Se a cidade não conhece os catadores, mesmo depois de mais de 60 anos da existência destes profissionais, porque o world teria a obrigação de conhecer? O que ela não explicou, por exemplo, é que durante a Formula 1 a prefeitura gasta milhões na pista, mas, até onde fiquei sabendo, os catadores não ganharam nem uma marmitex com arroz, feijão e ovo. Bem se eles são ETs, talvez tenham um outro tipo de alimentação diferente da nossa… ou gostem do lanchinho.Voltando a catadora, agora ex-catadora, se o world me permite; vou mais uma vez falar da Laíssa, nossa Lalá. Pra quem não leu http://mariafro.com.br/wordpress/2010/12/10/historias-de-superacao-catadora-na-universidade-que-venham-muitas-laissas/Laíssa é uma menina de 19 anos que nasceu pobre, favelada, negra, com uma irmã deficiente e que, por ainda não estar satisfeita com todos os estereótipos e preconceitos que poderia esta família viver, a mãe, Mara, adotou mais 14 crianças, têm uma obesa também, aqui não falta problema!! Mas, sobra amor e dedicação.A família de Mara não é formada por letrados, muito pelo contrário, Laíssa foi à primeira da família a entrar na universidade. Em dezembro de 2010 ela se matriculou em uma universidade particular. Tinha muito medo, não foi fácil encarar, mas encarou e já de cara ouviu professor dizendo que usava catador pra ganhar dinheiro. Bem, pelo menos este conhece os catadores.Nas voltas da vida Lalá conheceu Nara, uma estudante da UNESP de Ourinhos. Nara e Lalá logo se tornaram grandes amigas. Mara a mãe de Lalá e presidente da Cooperativa de Catadores da Granja Julieta até tinha uma pontinha, pra não dizer pontona de ciúmes quando Lalá dizia que a cooperativa de catadores de Ourinhos era o máximo, linda e que a Nara e seus amigos da incubadora da UNESP faziam um trabalho maravilhoso. Achava que a filha exagerava até que ela própria viu o trabalho daqueles estudantes com seus próprios olhos e a partir daquele momento passou a admirá-los. Mas, a participação de Nara vai além nesta história. Ela começou a estimular a Laíssa a lutar por uma vaga na universidade pública.Passado o susto de ouvir o que ouviu do professor, nas idas e vindas de Ourinhos, Laíssa viu-se inscrevendo para concorrer a uma vaga na incubadora da USP. Entre cerca de 140,150 inscritos somente ela e mais dois estudantes foram contratados pela incubadora. A menina desbancou estudantes de grandes universidades, até mesmo da USP.Alegria imensa, tudo de bom, mas, pra pagar a universidade Lalá trabalhava na cooperativa e ganhava cerca de 900,00 reais por mês, agora na USP ganharia bem menos e não teria como bancar as despesas, alimentação, mensalidade, passagem….Irônico né, com status, sem dinheiro.Foi então que ela me procurou bem envergonhada e disse:”Jô, o que você acha de eu tentar me transferir pra USP? Hoje é o último dia para inscrição.”“O que você está esperandoooo?”Não tenho 100,00 pra pagar a inscrição…….Resolvido o problema da inscrição, recebi um email com a lista de livros que repassei para alguns amigos queridos da Agenda 21,uma certa blogueira suja que publicou não bastasse a lista de livros que a menina tinha ler quanto os que não precisava.http://mariafro.com.br/wordpress/2011/07/15/mocada-da-area-de-biologicas-gestao-publica-deem-uma-forca-para-a-lassa/Feito, um mutirão pro Lalá. Livros foram enviados, muita gente suja colaborou. Laissa não sabia de nada estava trabalhando na construção de casas com o ONG Um Teto para Meu País. Quando chegou ficou emocionada com os muitos emails. Carlos Henrique, professor universitário, e consultor do Ministério do Meio Ambiente foi pessoalmente a cooperativa levar alguns livros, que foram fundamentais para Laíssa.Não preciso contar que ela passou em 4º lugar, agora é uma Uspiana, a partir de 2012 é na USP Leste que Laíssa estudará, continuará seu curso de gestão ambiental.A Agenda 21 de Santo Amaro homenageou Laíssa no lV Encontro das Agendas 21 da Macro Sul de São Paulo, quer que esta homenagem seja um estimulo aos jovens como ela e também uma justa homenagem ao seu esforço e de sua mãe.Laíssa estudava o tempo todo, começava as 4h da madrugada, de domingo a domingo tentando buscar um tempo perdido nas salas de aula de um sistema público de ensino que não visa colocar jovens como a Laíssa na universidade pública.Não sei se feliz ou infelizmente Laíssa chega a USP num clima de guerra, repressão, truculência, mas sei que ela sempre viveu a truculência da polícia, a guerra pela sobrevivência e a repressão do Estado. Quem vive na favela sabe bem o que é uma invasão, mas, também sabe lutar e a menina Laíssa o sabe.Laíssa como ela mesmo diz “tem a cor de seus bisavós que nasceram negros”, tem a cor da luta pela liberdade e se preciso for, lutar por uma universidade livre ela lutará. Lutar para que outros jovens como ela tenham as mesmas oportunidades que jovens de classe média tem, ela lutará.Em sua breve vida como membro da incubadora de resíduos ela já tem fortes laços de amizade e companheirismo, está aprendo e levando o que aprendeu para a cooperativa e para a periferia. Está ensinando na incubadora o que a vida lhe ensinou a duras penas, e assim sendo, fazendo revolução.Se a USP é para quem tem dinheiro para ir pra Disney e estudar em colégio particular caro, um prêmio, para as Laíssas da vida é oportunidade de virar o jogo e mudar o país.Só avisando, na casa dela tem 12 Laíssas e mesmo assim a cooperativa de catadores da Granja Julieta será transferida para a Capela do Socorro. A prefeitura de São Paulo não acha que gente como ela, a mãe e os irmãos sejam dignos de trabalhar no bairro da Granja Julieta.Parabéns Laíssa, nós nos orgulhamos muito de você.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Força, Lula! Nosso Eterno Presidente.
Do Vi o mundo
Dona Marisa corta barba e cabelo de Lula
Os médicos já haviam recomendado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva raspar a barba e o cabelo devido aos efeitos colaterais causados pela quimioterapia. Hoje, antecipando-se à queda, Lula resolveu seguir a orientação. A dona Maria Letícia é a responsável pelo novo visual.
Dona Marisa corta a barba e o cabelo de Lula. Fotos de Roberto de Roberto Stuckert, Instituto Cidadania
PS do Viomundo: Lula ficou com a cara de Frei Chico. O Frei, que nada tem a ver com padre, é José Ferreira da Silva, irmão mais velho de Lula e que também foi metalúrgico. Conceição Lemes
Leia também:
Assinar:
Postagens (Atom)







