sábado, 24 de setembro de 2011

Lerê... Lerê... "O pensamento escravocrata de nossa pseudo-elite"

Do Tijolaço

Inacreditável como existem pessoas dotadas de frieza e desumanidade. Diversos comentários na matéria “Aviso prévio maior pode beneficiar domésticos” , publicada hoje na Folha, dão um show de pensamento escravocrata.
Diante da explicação de que uma empregada doméstica, depois de trabalhar por vinte anos (!!!!) para uma família, ao ser despedida de forma imotivada, terá direito a 60 dias mais de salário, estas pessoas só faltam dizer que isso arruinará o país, tirando sua competitividade(!!!).
Meu Deus, uma pessoa que passa vinte anos numa casa, que vê crianças crescerem e tornarem-se adultas, e muitas vezes é até responsável por parte de sua educação,  deve poder ser expulsa a pontapés, sem ter cometido nenhuma falta? Deve poder, não é, porque a idade já não lhe permite pendurar-se nas janelas a limpar vidraças,  ou ajoelhar-se para limpar o chão,  ou para tarefas pesadas…
Incrível que não apareça um comentáriozinho sequer dizendo que é uma proteção mais do que merecida para quem deu uma vida de trabalho a uma família…
Temos uma sub-elite escravocrata, que assiste inconformada os pobres serem tratados como seres humanos, ascenderem, educarem-se e a seus filhos. É dever de todas as pessoas dotadas de humanidade – inclusive e sobretudo os que têm papel de responsabilidade ao fazerem comunicação -  mostrar como pode ser monstruoso deixar um trabalhador ao desamparo, sobretudo empregadas domésticas, em geral mulheres de pouca instrução e recursos, às quais, aos 5o ou 60 anos é difícil conseguir outro emprego, justamente por lhes faltarem as forças que neste tipo de atividade os patrões querem delas…
E a nossa mídia, que explica tudinho aos empregadores, até com gráficos, não consegue dizer que isso representa apenas  um mínimo de proteção a gente que trabalhou tanto tempo. E que, no caso dos empregados domésticos, nem mesmo com o FGTS conta…
Escrevi, sobre isso, há dois dias, um post sobre uma destas visões frias e cruéis na Folha. E sobre a “conta de chegar” feita pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro para aunciar o gravíssimo ” custo Brasil” que isso irá representar. Felizmente, a CNI não acompanhou tamanha insensatez e julgou razoável a medida.
Essa é a mente escravocrata que nossa mídia, que se diz tão cosmopolita, cria em parte da classe média brasileira. E temos, sem medo da polêmica, de enfrentá-la, em nome da dignidade humana.
E perguntar-lhes, olhos nos olhos: e se fossem seus pais, seu avós? Porque são pobres, mulatos, negros, devem servir e, após, morrer?

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Primavera... eu vejo flores em você!

Do Urai On-line

É Primavera em Uraí



A Primavera de 2011 teve início neste dia 23 de setembro, sexta feira, às 06 horas e 15 minutos, com duração prevista de 89 dias, 20 horas e 25 minutos.

A cidade de Uraí deu boas vindas à estação com uma faixa exposta na entrada do C.M.E.I. Jean Fumieré , idealizada por Professores e alunos da instituição, comemorando a data.
No período da manhã o Prefeito Almir Fernandes de Oliveira, a Diretora Sandra Barichello da Educação e Cultura, a Diretora do Meio Ambiente Margarete R. G. dos Santos , os Vereadores Adilson R. Matta e Willians Iwai estiveram juntamente com alunos e representantes das escolas municipais e C.M.E.I.(s) realizando o plantio de árvores na Estação de Tratamento de água da Sanepar.
Em seguida o Prefeito , Sandra Barichello e o Vereador Gilmar Pulcinelli compareceram no CCEU na abertura da Mostra de Reciclados “Recicla Mundo”dos alunos do Prof. Val, 5.a e 7.a série da Escola Franciscana Divina Pastora. Lá estavam presentes alunos da E.E. São Francisco de Assis e E.M.João Ribeiro Jr, que entregaram para as autoridades, a 8.a edição do Jornalzinho Turminha Sabidinha, idealizado pela Prof.a Maria Regina M. de Araújo e desenvolvido pelos Alunos dos 4º anos A e D.
Ainda pela manhã prestigiaram as comemorações de aniversário dos 40 anos da E.M. Leônidas Pontes, referência em educação de tempo integral na região, dirigida por Lêda M. Bozelli.
O Prefeito Almir além de parabenizar a todos pelos trabalhos desenvolvidos, anunciou reformas para breve nas instalações da escola, melhorando ainda mais a qualidade de ensino oferecido aos seus alunos.
Márcia Panfieti
URL curta: http://uraionline.com.br/new/?p=1805

“A Abril negociou com a ditadura para entregar a Realidade em troca da Veja”

Do Escrevinhador

“A Abril negociou com a ditadura para trocar a Realidade pela Veja”


“A Abril negociou com a ditadura para entregar a Realidade em troca da Veja”, diz Zé Hamilton
Por Luiz Gustavo Pacete, do Portal Imprensa
Quando tinha 10 anos de idade, o garoto José Hamilton Ribeiro, nascido na pacata cidade paulista de Santa Rosa do Viterbo, sofria de uma enfermidade chamada “osteomielite”, inflamação nos ossos que o obrigava a contar com a ajuda de uma muleta para apoiar a perna esquerda. Mesmo com restrições, o menino não deixou de confirmar que sua vocação era a reportagem. “Caiu um avião perto da minha cidade. Imagina! Se hoje já é notícia, naquela época então nem se fala. A molecada saiu correndo para ver o acidente e eu não pensei duas vezes, mesmo com dificuldades fui ver o que tinha acontecido”.
Vinte e três anos depois, em 1968, aquela mesma perna esquerda que precisava da ajuda da muleta na infância foi ferida, quando Zé Hamilton – então repórter da revista Realidade – pisou em uma mina na cobertura da guerra do Vietnã. “Depois que tudo passou eu fiz essa associação. Me dei conta de que perdi aquela mesma perna que, quando criança, precisava apoiar com uma muleta. Isso é simbólico para mim, pois, com 10 anos de idade eu estava sendo intuitivamente um repórter, indo até o fato, observando, perguntando e depois contando da melhor maneira possível”. A história de Zé comprova o que o jornalista defende: ser repórter é vocação.
Hoje, com mais de 50 anos de profissão e como repórter especial do “Globo Rural”, Zé diz que não é um repórter que lida com técnica e economia no agronegócio, mas tem a função de retratar a “alma do homem do campo”. Tarefa que, muitas vezes, dá trabalho aos companheiros de equipe: “tem um câmera que trabalha comigo e até reclama de que eu me aproximo muito das fontes”.
É com vigor e lucidez que o “príncipe dos repórteres” – como é chamado por seus contemporâneos – falou à IMPRENSA, contando o que o motiva aos 50 anos de profissão. Comentou sobre a cobertura de guerras e conflitos nos dias atuais, lembrou dos tempos de revista Realidade e a atual situação do jornalismo brasileiro, que segundo ele, “não anima muito”.
O “príncipe dos repórteres”
IMPRENSA – Com mais de 50 anos de carreira, você ainda está em busca da grande reportagem?
José Hamilton Ribeiro – Buscar a grande reportagem faz parte da minha rotina. Tenho uma lista das 10 que quero fazer e, quando realizo uma, acrescento outra. É uma lista permanente de reportagens especiais, que demoram por que demandam planejamento e condições do veículo para me mandar.

IMPRENSA – Tem algum tema ou entrevistado específico?

Ribeiro – Eu ainda quero fazer uma reportagem sobre a Guerra do Paraguai e descobrir o que o Brasil ainda tem de resquícios deste importante momento da América do Sul.

IMPRENSA – Como se sente vendo uma matéria sua inscrita em um prêmio como o Emmy de TV no ano passado?

Ribeiro – O departamento de jornalismo da TV Globo escolheu cinco reportagens para concorrer a esse prêmio e uma era minha. Para mim é muito gratificante o fato de a emissora ter escolhido, em um colégio de tantos jornalistas competentes uma matéria minha.

Cobertura de conflitos

IMPRENSA – Quando você olha hoje para as coberturas de guerras e conflitos lembra muito de sua época? 
Ribeiro – Hoje eu vejo que cada vez mais o jornalista de guerra está restrito. A tecnologia de comunicação de alguns exércitos está muito avançada, e mais: os grandes exércitos do mundo aprenderam que a atuação da imprensa em uma guerra é muito importante e, ao descobrirem isso, passaram a fazer uma vigilância rigorosa de tudo o que é publicado pelos jornalistas e correspondentes que acompanham as tropas.

IMPRENSA – Como você conviveu e convive com os traumas físicos e psicológicos?

Ribeiro – Eu tive três medos no Vietnã depois do acidente com a perna: primeiro, o medo de morrer, e, quando eu fui levado para o hospital, eu vi que não morria mais; o segundo, era de tornar-me uma pessoa com uma deficiência física de tal gravidade, que não pudesse mais ganhar a vida com o meu trabalho e ser dependente; por último, o terceiro, era de ficar marcado como um repórter que fez somente a cobertura do Vietnã e nada mais. O primeiro passou assim que eu fui socorrido. O segundo, logo que cheguei ao hospital e na cadeira de roda comecei a entrevistar os médicos e enfermeiros para a matéria que eu estava fazendo. E o terceiro, eu resolvi aqui no Brasil, trabalhando e tendo reconhecimento da qualidade de meu trabalho.
A revista que marcou uma geração
IMPRENSA – Qual era a receita da revista Realidade? O  que a transformou em um símbolo do jornalismo?
Ribeiro – Ela foi se moldando em suas circunstâncias. O que deu à Realidade uma característica original foi o contexto histórico daquele momento. Parece que, na década de 1960 [a Realidade foi criada em 1966], tudo aconteceu no mundo: a pílula, o movimento hippie e o estudantil, a libertação da mulher, a luta dos americanos no Vietnã e muitos outros acontecimentos. E se você olhar muita das coisas que ainda acontecem no Brasil começaram naquele momento. Acredito que isso contribuiu para que a Realidade fosse bem sucedida, além do bom jornalismo, é claro.
IMPRENSA – Por qual motivo ela acabou? 
Ribeiro – O AI-5 [Ato Institucional] é de dezembro de 1968 e a revista começou a cair em janeiro de 1969. Quer dizer: a censura chegou até nós. Até então, a Editora Abril acreditava na Realidade e bancava toda essa rebeldia que nós tínhamos, mas, a partir do AI-5, ela recuou e passou a apostar em um novo produto chamado revista Veja, que vinha sendo cultivada internamente. A Editora Abril negociou com a ditadura para entregar a cabeça da Realidade em troca de abrir caminho para a Veja.
IMPRENSA – Pessoalmente, como foi lidar com o fim da revista?
Ribeiro – Desde os 20 anos de idade eu estava na linha de frente da imprensa, seja por ter atuado na Folha de S.Paulo ou na Abril. Com este momento da censura, eu perdi espaço na grande imprensa. Se já era difícil fazer jornalismo, imagine ser jornalista investigativo na época da ditadura. À época, fui para o interior fazer reforma gráfica de jornal, implantar computadores. Como não podia mexer com conteúdo, fui trabalhar com a forma em Ribeirão Preto, Rio Preto e depois Campinas.
A atual situação do jornalismo
IMPRENSA – O jornalismo de hoje tem espaço para uma nova revista Realidade?
Ribeiro – Eu acho que o brasileiro se acostuma rápido até com o que é ruim. Então, a pessoa está acostumada com o que é de baixa qualidade. Automaticamente, quando você oferece coisa boa, ele corre para ela. Nos dias de hoje, a Realidade só daria certo se você tivesse uma redação proporcional àquela que nós tínhamos, com qualidade, salário, condições de produção e de reportagem. Se ela desse certo, acredito que ainda conseguiria mudar o espectro da imprensa, assim como aconteceu nos Estados Unidos e Inglaterra. Se o primeiro mundo consegue fazer, a gente também deve aspirar.
IMPRENSA – Quando você olha hoje para o mercado editorial brasileiro tem algo que se aproxima do projeto da Realidade?
Ribeiro – Na área da grande reportagem eu não estou muito entusiasmado, não. Eu acho que o momento do Brasil é do jornalismo de papel, jornal propriamente dito. Eu acho que é esse o grande momento da imprensa brasileira.

IMPRENSA – De que maneira você enxerga essa onda do jornalismo investigativo e das grandes reportagens?

Ribeiro – A expressão repórter “super herói” é uma coisa enganosa por que o repórter que pensa que é um lobo solitário acaba sendo só um solitário. O repórter depende de estrutura tanto da redação como da empresa; então, é uma ilusão pensar na figura solitária do repórter.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Comemorações do Dia da Árvore em Uraí

Do Urai On-line

Dia da árvore em Uraí

Neste 21 /09 (quarta-feira) aconteceu em Uraí a passeata em comemoração ao Dia da Árvore, pelo cuidado do planeta e Semana da Primavera. A passeata teve início com o desfile do caminhão de som repleto de crianças e flores pelas ruas principais da cidade dirigindo-se para a E.M.João Ribeiro Jr onde estavam reunidos crianças das escolas municipais e autoridades dando prosseguimento à comemoração. O evento foi realizado pela Diretora do Departamento de Educação e Cultura Sandra Barichello em parceria com a Diretora do Meio Ambiente Margarete Regina Gamba dos Santos e com o apoio da Prefeitura Municipal, SEMA, IAP, Sanepar e Emater.

A comemoração contou com a presença do Prefeito Municipal Almir Fernandes de Oliveira e sua esposa Roseli, presidente da Provopar. Representando a Sanepar, Siliomar, coordenador de redes , Braulio Lozano Leonel, gerente regional , Crislaine Mendes, gestora ambiental e Leonidas, coordenador de clientes. Também presentes, chefe Regional do IAP, Devanir José Bonni e o Sargento Julio Cesar da Silva, da Polícia Ambiental Força Verde, juntamente com autoridades representativas da educação municipal e estadual, do Legislativo, Vereador Adilsom R. Matta, Polícia Militar e o Pastor Davi .
O evento busca através da participação das crianças não só comemorar o Dia da Árvore, mas lembrarmos que temos que desenvolver uma consciência ecológica, manter um estilo de vida mais sustentável com a responsabilidade de cuidar do planeta para as próximas gerações. Foram também distribuídas 1500 mudas nativas nas escolas, que serão plantadas pelos alunos das escolas municipais, estaduais e particulares no Bosque da Sanepar e na Estação de Captação e tratamento de esgoto. A Escola Franciscana Divina Pastora realiza no dia 23/09 (sexta-feira) a Mostra de Reciclados “Recicla Mundo”da 5.a e 7.a série.
O Prefeito Almir Fernandes de Oliveira ressaltou que a educação é o principal apoio ao meio ambiente e prestou uma homenagem justíssima a Jair Garcia Martins que além de escritor de contos e crônicas realiza um trabalho voluntário de plantio de árvores, cuidando da nossa cidade .
Destaque-se também o momento de inclusão escolar que o evento proporcionou, pela participação dos alunos da E. E. São Francisco de Assis e de João Luis da Silva Filho aluno da Professora Selma Síndice . Todos com certeza mais que enxergar, sentimos a beleza das flores e das crianças presentes ao evento.
Márcia Panfieti
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