sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Estreia de Hebe será com entrevista da Presidenta Dilma

Via blog do Esmael Morais

Hebe entrevista Dilma no Palácio da Alvorada

do G1
Apresentadora Hebe Camargo.
A apresentadora Hebe Camargo entrevistou a presidente Dilma Rousseff na manhã desta quinta-feira (24), no Palácio da Alvorada.
A gravação, que começou às 8h30 e terminou às 10h45, vai ao ar na próxima terça-feira (1º) no programa de estreia de Hebe na Rede TV.
A apresentadora deixou o SBT em dezembro do ano passado, após 25 anos na emissora. A escolha de Dilma para participar do programa de estréia na nova emissora está relacionada às comemorações ao Dia da Mulher, em 8 de março.
Durante a gravação, Dilma mostrou o Palácio da Alvorada a Hebe. As duas passearam pelo jardim e visitaram a capela da residência oficial da Presidência. O Palácio do Planalto não divulgou o teor da entrevista.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Dilma é Presidenta do Brasil, não é Presidenta do PT!

Via blog Com Texto Livre

Dilma e sua Militância... Tenho Pena da Presidenta!

Ela foi Magnânima!
Cada País possui o Governo que merece. Nós merecemos o Governo Dilma Roussef? Sim! Merecemos! Mas a Dilma merece a militância que tem? Não! Pelo menos parte dela, não! A visita à Folha de São Paulo, no evento de comemoração dos seus 90 anos de fundação, gerou um verdadeiro alarde na militância do PT. A coisa pegou fogo! Vejo declarações de Grandes Blogueiros (Aldo Nunes, Maria Frô e o Aposentado Invocado - os quais sou fã! - entre muitos) e militantes de carteirinha, baixando o sarrafo na Presidenta Dilma por sua presença e/ou pelo discurso por ela proferido.
São imediatistas e revanchistas! Dilma já não é mais candidata! É Presidenta! E Presidenta de todos os brasileiros. Não é só Presidenta dos PTistas! Abram os olhos! Foi um belo discurso! Foi didático, para que o entendeu nas entrelinhas. Foi contundente, para quem tem ouvidos de ouvir!
Pena que a militância estivesse torcendo pelo W. O. de Dilma ou pelo embate na Casa do Adversário!
Comparação, resguardadas as devidas e enormes diferenças. Imaginem a cena: Aproximam-se de Jesus dois representantes do Sinédrio Judeu e perguntam.
- Devemos pagar o Tributo a César ou não?. Jesus responde.
- Nem a pau, Juvenal! Manda esse cara se catar! Cumprindo a agenda da Militância contrária a César.
Entram em cena 6 soldados romanos, baixam a porrada no cabeludo e recolhem aos costumes para o hotel calabouço com direito a vista para uma janela onde o Sol nasce quadrado - na melhor das hipóteses. A outra hipótese, vocês já conhecem! Foi quando ele foi traído por um dos seus militantes. E acabou a aventura de um cabeludo que achava que era Deus! Por sorte, os militantes que não o trairam, tocaram sua obra...
Jesus, além de iluminado, era inteligente. Não pensava com o fígado! Sabia que havia mais coisas para se fazer. Antevia o futuro e sua grandeza.
Assim fez Dilma! Existe um futuro de pelo menos 4 anos pela frente. Ela sabe que lutas maiores virão. E que, no Xadrez e na vida, às vezes precisamos fazer movimentos pequenos, de pequena importância para atingir o Xeque Mate no final!
É por isso que a oposição sempre fala que o PT tem a Militância ideal para eles! Uma militância suicida, que ao menor sinal de pressão, enfia o próprio aguilhão na cabeça ou sai atirando flechas para todos os lados! Ratifico. Dilma é Presidenta do Brasil, não é Presidenta do PT!
O que a Militância e os Blogueiros Progressistas esperavam? Um pagamento pela militância durante o período eleitoral?? O que é isso, companheiro?(*). O Pagamento é o projeto social do Governo Lula sendo tocado em frente. O tempo da guerrilha eleitoral acabou! Vamos combater apenas os focos insurgentes nestes 4 anos que virão.
Pronto falei, agora podem baixar a porrada em mim, também!
(*) O cara que disse essa frase em um livro, hoje é da oposição! Pensem nisso!
By: O Cachete

Saúde: uma em quatro mulheres relata maus-tratos durante o parto

Via Portal Luis Nassif


Os maus tratos médicos durante o parto

Uma em quatro mulheres relata maus-tratos durante o parto
Chorando em um hospital, agulhada pelas dores das contrações do parto, mulheres brasileiras ainda têm de ouvir maus-tratos verbais como: "Na hora de fazer não chorou, não chamou a mamãe. Por que tá chorando agora?".

A informação é da reportagem de Laura Capriglione publicada na edição desta quinta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

De acordo com o texto, uma em cada quatro mulheres que deram à luz em hospitais públicos ou privados relatou algum tipo de agressão no parto, perpretada por profissionais de saúde que deveriam acolhê-la e zelar por seu bem-estar. São agressões que vão da recusa em oferecer algum alívio para a dor e xingamentos até gritos e tratamentos grosseiros com viés discriminatório.
Os dados integram o estudo "Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado", realizado em agosto de 2010 pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc e divulgado agora. A Folha obteve com exclusividade o capítulo "Violência no Parto", que pela primeira vez quantificou à escala nacional, a partir de entrevistas em 25 unidades da Federação e em 176 municípios, a incidência dos maus-tratos contra parturientes.

Editoria de Arte/Folhapress

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Os valores e pesos das expressões

Da Agência Carta Maior

DEBATE ABERTO

As prisões da língua e a verdade absolvida

Se um americano comete crimes que, no Paquistão, seriam atribuídos a um "fanático religioso" ou a um islâmico "fundamentalista": por que omitir o conceito a propósito de um jovem branco protestante (ou católico, ou judeu, ou, ou...), que certamente invocará seus princípios "patrióticos" para fazer o que fez?

Elias Canetti escreveu um livro chamado "A língua absolvida" - um dos volumes da sua autobiografia - cujo sentido talvez se preste a algumas reflexões, independentemente do que o escritor pretendia com o título. Somos, de fato, prisioneiros da língua: o jovem americano que alvejou várias pessoas nos Estados Unidos, matando alguns por não aceitar que se discutam as leis sobre a imigração, e sobre a saúde, já está preso e não faltará quem o chame de louco - um adjetivo aceitável, mesmo que os psicólogos ou psiquiatras não afiancem o diagnóstico. Fica a desconfiança, porém, que se não fosse americano e provavelmente cristão, mas árabe, paquistanês ou afegão e, sobretudo, muçulmano - não haveria língua suficientemente absolvida que o livrasse do epíteto de "fanático", bem antes que ocorresse a idéia de que fosse simplesmente um maluco. Não absolvemos a língua - todas elas - das peias dos preconceitos que as informam. Se a língua é a nossa pátria, como dizia Fernando Pessoa, fica por conta do patriotismo a escolha da palavra que nos convém, para não dizermos da Mãe Gentil que ela produz monstros. E que os religiosos só são "fanáticos" quando não professam nossas crenças. Ademais e a propósito, como se sabe, as palavras "louco", "psicopata", e "maluco" são sempre bem-vindas para qualquer lado. 

Trata-se de uma prisão sui generis, essa da língua. Não é por a desconhecerem que os americanos impuseram ao mundo o conceito do "politicamente correto": seria, contudo, próprio da "língua absolvida" que distribuíssemos livremente os juízos pelo que nos induzem certos atos. Se um americano comete crimes que, no Paquistão, seriam atribuídos a um "fanático religioso" ou a um islâmico "fundamentalista": por que omitir o conceito a propósito de um jovem branco protestante ( ou católico, ou judeu, ou, ou...), que certamente invocará seus princípios "patrióticos" para fazer o que fez? Não é bem a "língua absolvida" que nos dará a resposta.

No entanto, vivemos cercados de prisões, principalmente na história, - não a que nos contam os vizinhos, mas a que lemos nos jornais e aprendemos nas universidades. Há exemplos recentes até no grande cinema. O filme "Apocalipse Now", de Francis Copola, hoje um clássico, ostenta a justa fama de ser uma reflexão indômita sobre a Guerra do Vietnã: o filme enfatiza o fanatismo reinante num conflito em que o que mais conta é o desvario generalizado. Mesmo os críticos mais progressistas julgaram-no corajoso, sem meias medidas para o morticínio comum a todas as guerras. 

Mas Francis Copola, no julgamento que fez da guerra, deixou aos espectadores a idéia de uma loucura coletiva. Em nenhum momento o diretor dá aos invasores americanos o peso da responsabilidade que explicaria a sua loucura. Já do outro lado, o dos vietnamitas, a loucura é um dado resolutamente gratuito: eles não seriam malucos por terem o seu país injustamente invadido e a sua população covardemente massacrada. 

Na fita, todos são ensandecidos, o que dilui o juízo sobre as responsabilidades. Ou seja, os americanos enlouqueceram - mas os vietnamitas, quem sabe, não teriam as suas razões de agredidos, por terem também a sua dose de loucura na resposta aos agressores. Mas é assim em quase tudo.

Quando a Inquisição estendeu suas tenazes sobre os hereges, os mouros, os judeus e os "livre-pensadores"pela Europa cristã, parte do mundo emudeceu: que fazer diante de padres dotados de poderes sobre a vida e a morte, inclusive de membros da nobreza? Os assassínios sob as mais torpes torturas, quase 400 anos depois, se contam hoje entre milhares - mas poucos se deram conta das segundas intenções muito bem aceitas pela hierarquia católica: havia riquezas de sobejo a serem seqüestradas. E sempre em nome da fé. Como lembrou o escritor uruguaio Eduardo Galeano, nas perseguições aos espanhóis que viviam na Andaluzia "retomada" pelos cristãos, quase não se contabilizam os pequenos proprietários - mouros ou não - que tiveram suas terras tomadas pelos "Reis Católicos" e seus cruzados, futuros latifundiários que assumiriam as pequenas propriedades, genericamente, dos "infiéis".

Como alerta Galeano, a retomada de Sevilha e Granada, é chamada de "reconquista": depois de quase setecentos anos, eis que os "legítimos herdeiros"(?) das terras invadidas, séculos antes pelos árabes e bérberes, teriam todos os direitos de as retomarem. Os trabalhos de séculos dos pequenos proprietários que as fizeram produtivas e férteis, não lhes valeram para nada perante as armas dos Reis Católicos. Quase não se menciona que na Andaluzia vicejava uma das mais requintadas civilizações, onde muçulmanos, judeus e cristãos viviam em perfeita harmonia, com indiscutível liberdade de culto para todas as religiões. E que foi com a "reconquista" que a Espanha se transformou num dos estados mais intolerantes da história ocidental. No caso, sequer se cogita da "absolvição da língua" para contar a verdade. E assim em tudo mais, inclusive na história contemporânea.

O horror dos horrores seria certamente a possibilidade concreta de que Hitler e suas hordas vencessem a Europa e o resto (entre eles o Brasil, já que também declaramos guerra à Alemanha). Parece não haver dúvida quanto a isso: o morticínio patrocinado pelos nazistas não apenas de judeus, mas de russos ( principalmente desses) além dos ciganos e outras etnias, foram inequívocos atos genocidas. Pouco a contestar. Mas o dirigente inglês da época da Segunda Guerra, Winston Churchill, sem palpos na língua (e ele os tinha muitos, como grande orador que era), prometeu matar quantos alemães pudesse, fossem ou não soldados. Os bombardeios sobre cidades desarmadas, como Leipzig e Dresden, redundaram, assim, em atos puramente vingativos, sem qualquer efeito sobre a guerra em si. O mesmo aconteceria do lado americano. Em quase todos os documentários sobre o desenvolvimento das armas atômicas, os grandes cogumelos coloridos a sobressaírem de Hiroshima e Nagasaki são descritos como "tragédias", e alertam sobre o "terror atômico" -uma lembrança oportuna. 

Parece ser, porém, de uma língua literalmente "condenada" ou "trancada" ou antes, "censurada", a omissão sistemática de que quem governava os Estados Unidos era Harry Truman, um presidente ainda hoje respeitadíssimo em seu país. E que sequer interrompeu seu lauto jantar na noite de 5 de agosto de 1945, quando lhe informaram que Hiroshima não existia mais ( 85 mil mortos nas primeiras horas). É o que também se omite sobre a sua responsabilidade direta na operação seguinte, três dias depois, quando uma segunda bomba atômica foi despejada sobre Nagasaki ( 75 mil mortos quase que instantaneamente). Em ambas as circunstâncias, a palavra genocídio talvez ocorresse a qualquer língua absolvida - mas não é o que se propaga no "National Geographic" ou no "History Channel". Ao que fica sobre o assunto, nos dois mais populares programas de documentários de TV espalhados pelos quatro continentes, os cogumelos atômicos nasceram quase que por "geração espontânea" - uma flor de fogo e de morte que não vingou da ignomínia de alguns celerados, mas, quando muito, das conseqüências "trágicas", de um conflito, o qual - isso também não se diz, - estava no fim: o Japão já tinha se rendido, quando as duas bombas foram usadas.

Elias Canetti era judeu. Em sua trilogia autobiográfica a língua "absolvida" cuida-se de exercer o que é a prerrogativa dos homens de bem: ser isento inclusive com suas próprias pequenas mazelas. Há um episódio de sua infância em que conta, candidamente quase, como um empregado da casa de seus pais - um dos poucos aos quais o escritor reserva a palavra bondade para descrevê-lo - conseguiu arrancar um machado de suas mãos: era com ele que o pequeno Elias pretendia rachar a cabeça de uma priminha com a qual tivera uma briga de criança. Entre suas muitas lembranças, chama a atenção suas desavenças com Alma Mahler, viúva do grande Gustav Mahler. Sem se demorar em adjetivos como "egoísmo", "soberba" ou diagnósticos como "ninfomania", Canetti sugere isso e muito mais ao evocar seus anos em Viena na primeira metade do século XX. São poucos os indícios do livro que conduzem ao clima que favoreceu o nascimento do nazismo, à criminalidade na politica, à leniência com a selvageria assassina do anti-semitismo, mas, sobretudo, do racismo indiscriminado. Ficam em seus livros, no entanto, alguns alertas: ao não criminalizar alguns assassínios cometidos pela ultra-direita austríaca e alemã, entre elas os massacres de operários em greve, os governos dos respectivos países, deixaram à solta muitos marginais que se associariam a Adolf Hitler nas suas aventuras de morte, logo em seguida. 

Escamotear a história, este o grande crime que Elias Canetti parece denunciar mais que tudo. Da sua decepção com o comunista Bertot Brecht, talvez o maior nome da dramaturgia do século XX (um homem a qual não regateia, apesar de tudo, uma admiração quase à reverência), à falta de sensibilidade de certos intelectuais e políticos, o escritor esforça-se em entender o homem. É de uma língua realmente absolvida que fica o melhor de sua experiência. Sobre o Brasil contemporâneo talvez se preocupasse com a desinformação deliberada da grande imprensa. Não lhe pareceria ser de seu repertório - da grande imprensa - justamente a idéia da "língua absolvida" reivindicada pelo grande escritor, mas continuará sendo dela, da grande imprensa, no fim das contas, a aceitação tácita de que o fanatismo religioso só existe no Oriente Médio, entre os muçulmanos. E que o rapaz que matou as pessoas no Arizona é diferente de qualquer coisa que cheire a fanatismo, uma vez que é cristão, americano, branco e sabe-se lá mais o quê.

Poder-se-ia relembrar, sobre o Brasil, o quanto nossa tolerância talvez nos custe, ao não arrolarmos entre os criminosos comuns, os torturadores da Ditadura que ainda ocupam seus escalões não apenas na hierarquia militar. Lembra-se que a palavra terrorismo ainda mobiliza parte da opinião pública que se esquece de quantos políticos tiveram de se exilar, por outrora serem "subversivos". Ou seja, a terminologia de uma língua travada ainda nos domina como nos anos de chumbo. Tomara não termos de pagar qualquer preço por nossa língua ainda não absolvida em nosso próprio País.

Enio Squeff é artista plástico e jornalista.

As notícias são muito interessantes

Do Conversa Afiada
.

Nunca Dantes (!) receberá
boas notícias da Classe C


Max Webber



O programa Entrevista Record que foi ao ar nesta terça-feira exibiu entrevista com o professor Marcelo Neri, chefe do Centro de Pesquisas Sociais de FGV, Rio.

Ao estudar o micro-crédito, o Crediamigo, do Banco do Nordeste,  Neri foi o primeiro pesquisador brasileiro a avisar: vem aí um bicho enorme – a Classe C.

Recentemente, Neri esteve com o Nunca Dantes num hotel no Posto 6, em Copacabana, numa varanda que se projetava sobre o Oceano Atlântico.

No quarteirão ao lado, a cobertura do Niemeyer, com a mesma vista.

Um horror !

Neri foi levar ao Nunca Dantes notícias da Classe C, em 2010.

(Como se sabe, para os tucanos de São Paulo, Classe C fica entre a Primeira e a Business.)

O Nunca Dantes queria informações para o seu próximo Instituto.

Neri disse ao Entrevista Record que as notícias são “muito interessantes” !

Só podem ser.

A miséria – que a JK de saias vai erradicar – hoje marginaliza 28 milhões de brasileiros.

Ou seja, 15% da população.

No tempo do Farol de Alexandria, era o dobro.

Nos últimos doze meses de Governo do Nunca Dantes, houve uma queda de 16% (16% em doze meses !!!) na pobreza do país.

Do Plano Real (do Governo Itamar) para cá, a pobreza brasileira se reduziu em 67%.

E só no Governo do Nunca Dantes a queda foi de 51%.

O Brasil do Nunca Dantes realizou em 8 anos aquilo a que se comprometeu com as “Metas do Milênio”, da ONU, a realizar em 25 anos.

25 anos em 8 anos.

Esse Nunca Dantes nunca vai passar pela goela do Otavinho !

O Marcelo Neri está muito impressionado com a expansão e a pujança dos micro-negócios nas favelas do Rio onde se instalaram as UPPS – Unidades Policiais Pacificadoras.

As barbearias, tinturarias, biroscas, salões de beleza proliferam.

(Por que o Cerra, que se apropria de tudo – clique aqui para ler sobre a apropriação do “estelionato eleitoral” -, por que ele não disse que as UPPs são dele e instalou uma na Baixada Santista ?)

Neri mora na Lagoa, no Rio – que horror ! – e observa, ao lado, as mudanças ocorridas numa favela com UPP.

Daqui a pouco, a gente vai descobrir que o Sergio Cabral jogou o Max Weber no lixo.

O que estimula mesmo o “Espírito do Capitalismo” não são os chatos dos calvinistas, mas uma boa UPP na favela !

(O Farol de Alexandria adora Max Weber. Ele e uns colonistas (*) da Folha (**). No Brasil há mais leitores do Max Weber do que em toda a Prússia.)

Acordou o que Neri chama de “capital que estava adormecido”.

Neri também usa expressão interessante.

A ascensão da Classe C significou “dar os pobres ao mercado”.

Agora, com a educação, com UPPs, emprego, Bolsa Família, e políticas públicas, vai ser possível “dar o mercado aos pobres”.

Outra boa notícia, segundo Neri, foi a decisão da presidenta de criar o Ministério da Pequena e Média Empresa.

Ainda vão descobrir que o Nunca Dantes fundou o capitalismo no Brasil.

Aí é que o Farol de Alexandria corta os pulsos.


Paulo Henrique Amorim

(!) Nunca Dantes é como o blogueiro chama ao ilustríssimo Sr. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fez um governo nunca dantes tão bom.

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ENTREVISTA DE GILBERTO CARVALHO AO VALOR

VIA BLOG DO FAVRE

22/02/2011 “Dilma tem outro estilo, mas a mesma linha”

Entrevista: Carvalho diz que mínimo de R$ 545 será compensado com descontos a remédios de aposentados
Ruy Baron/ValorCarvalho em seu gabinete: “O Guido – Mantega – conversa todo mês com empresários. Por que ele não pode conversar com o movimento sindical?”

Cristiano Romero e Paulo de Tarso Lyra | VALOR

Integrante do núcleo decisório do novo governo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, informou que, depois de segurar a correção do salário mínimo, limitando-a à inflação do ano passado, o governo vai adotar uma política de valorização dos aposentados. A ideia é reduzir os custos de medicamentos para essa parcela da população, a exemplo do que já é feito nos remédios usados para doenças como hipertensão e diabetes. O governo pode, também, rever os valores das aposentadorias.
Carvalho reconheceu, nesta entrevista ao Valor, que o governo teve que conter a evolução do salário mínimo neste momento porque gastou muito nos últimos dois anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva. “Todo mundo sabe que em 2009 e 2010 nós enfiamos o pé no acelerador para sair da crise. Desoneramos, estimulamos, fizemos concessões de toda sorte. 2011 se afigura como um ano em que você precisa controlar. A inflação está batendo na porta”, disse.
“Temos que mandar um sinal claro para a sociedade de que o governo não vai brincar com a economia, não vai aceitar a indexação, porque, no fundo, se tem um prejuízo grande para o trabalhador é a inflação”, acrescentou o ministro. Ele informou que, também por causa da preocupação com a inflação, o governo vai limitar a correção da tabela do Imposto de Renda (IR) a 4,5%. “Nossa resistência de ir além dos 4,5% é por isso. Se dermos 5%, 5,5%, estaremos projetando inflação superior à que estamos perseguindo.”
Responsável pela interlocução com os movimentos sociais, Carvalho disse que a ordem da presidente Dilma Rousseff é aprofundar o diálogo com as entidades que os representam, mas deixou claro que isso não ocorrerá se o MST invadir terras e prédios públicos. “Não vamos nunca ceder desse ponto de vista. As ações vão ocorrer, podem ocorrer, mas depois vai ter que ter recuo. Não somos aqui militantes. Isso aqui não é um partido, é um governo”, avisou. “A Dilma tem outro estilo, mas não tem outra linha. Vai ser diferente do Lula por causa disso: não vai ficar colocando chapeuzinho [das centrais ou do MST].”
Instalado no 4º andar do Palácio do Planalto, Carvalho confessa que sente falta do 3º andar, onde fica o gabinete da presidente e onde ele trabalhou, numa sala contígua à do presidente Lula, durante oito anos. “Eu estava acostumado a trabalhar mais na retaguarda, trabalhando muito, embora mais protegido e menos exposto”, compara.
Em sua espaçosa sala, avista a Praça dos Poderes. Numa mesa de canto, expõe o porta-retrato de padre Alfredinho, suíço que morou numa favela em Crateús (CE) e exerceu grande influência sobre ele. “Na minha juventude, estava num seminário e li um livro dele que contava essa história e mudou minha cabeça. Depois, fui também morar numa favela.”
Valor: Qual foi o papel que a presidente Dilma designou ao senhor?
Gilberto Carvalho: Ela teve uma conversa muito simples comigo. Disse: ‘Gilbertinho, preciso de você porque eu quero que alguém me traga a realidade dos movimentos sociais, as demandas, as carências, as crises, alguém que me sensibilize para esse sofrimento do povo, alguém que diga a verdade. Não quero ser enganada nunca’.
Valor: Na prática, o que significa isso?
Carvalho: Significa que cabe a mim fazer a ponte. Todo ministério tem diálogo com os movimentos sociais. Minha área não tem o monopólio desses contatos, mas é o lugar, digamos, onde se organiza esse diálogo. Começou com o salário mínimo, em que fiz reuniões com as centrais sindicais.
Valor: Central sindical se enquadra no conceito de movimento social?
Carvalho: Sim, as centrais são a ponta de lança, até pela nossa tradição de relação. Estão incluídos também os chamados movimentos populares, como o MST, os movimentos indígena, dos negros, de gays e lésbicas, enfim, todas as formas de organização da sociedade, além das ONGs e das igrejas.
Valor: Como vai se estabelecer essa ponte?
Carvalho: Vamos acompanhar todas as conferências. Ao longo de oito anos, o governo Lula fez 73 conferências temáticas. Queremos democratizar ainda mais essas conferências. O governo tem se apropriado bem das propostas. Algumas, como aquela dos direitos humanos, são polêmicas. O Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), por exemplo, foi fruto de uma conferência.
Valor: Como evitar que o governo vete, no fim, um documento aprovado numa conferência, como ocorreu no caso da criação da Comissão da Verdade?
Carvalho: O problema do PNDH é que a conclusão da conferência foi transformada em decreto do presidente Lula. O governo absorveu na totalidade as propostas. Você não tem condição de colocar [no início da discussão] um filtro e dizer ‘olha, isso aqui não pode ser discutido’. A sociedade discute tudo e depois o governo é que vai dizer o que vai cumprir ou não.
Valor: Quais serão os canais de diálogo, além das conferências?
Carvalho: As mesas de negociação. Agora em março, por exemplo, vamos receber a pauta da Contag (Confederação dos Trabalhadores na Agricultura) por causa do ‘Grito da Terra’. Daqui a pouco, chega o MST com o ‘Abril Vermelho’. Depois, tem a ‘Marcha das Margaridas’, movimento das mulheres agricultoras. Há a questão dos servidores públicos, cujo debate é no Ministério do Planejamento, mas aqui eles têm uma interlocução. Além disso, estamos buscando não ficar apenas na espera.
“Todo mundo sabe que enfiamos o pé no acelerador para sair da crise. 2011 é o ano em que se deve controlar”
Valor: De que forma?
Carvalho: A ideia é estabelecer mesas permanentes de conversas.
Valor: Por exemplo?
Carvalho: O Guido [Mantega, ministro da Fazenda] conversa todo mês com os empresários. Por que ele não pode conversar com o movimento sindical? Vou tentar construir essa ponte. Vou chamar também os movimentos para discutir políticas nossas. Por exemplo: vamos fazer a desoneração da folha de pessoal. É importante chamar as centrais para conversar. Portanto, o plano é deixar o governo mais permeável a essa participação, a sugestões. É claro que, como ficou demonstrado agora na questão do salário mínimo, não tem conversa desse tipo sem tensão.
Valor: Durante a votação do salário mínimo no Congresso as centrais se juntaram à oposição para tentar derrotar o governo. Como o senhor explica esse fato?
Carvalho: É muito natural a tensão e a disputa entre governo e movimentos sociais. Não cabe aos movimentos serem cooptados por nós. Cabe a eles lutar, combater, porque eles trazem bandeiras que são históricas. Cabe ao governo receber essas demandas e tentar atendê-las no limite máximo, naquilo que julgamos prudente, responsável, ampliando os direitos sociais.
Valor: Por que não houve negociação no caso do salário mínimo?
Carvalho: Aí foi diferente. Não estávamos iniciando uma discussão. Tínhamos uma discussão já realizada. Então, para nós este ano não haveria discussão. Porque era um acordo [firmado em 2007] que julgamos como uma enorme vitória. Como houve essa circunstância em que o PIB de 2009 foi negativo e, na campanha eleitoral, o [José] Serra trouxe o debate dos R$ 600, isso provocou a retomada de um debate que já havia sido feito. Mas nós nos apressamos em dizer, desde a primeira conversa aqui, com o Nelson Barbosa [secretário-executivo do Ministério da Fazenda] e o Carlos Lupi [ministro do Trabalho], que o governo [sempre] negocia, mas que nesse caso não haveria negociação. ‘Querem discutir a correção do IR? Vamos discutir, mas o salário mínimo não está em discussão’.
Valor: O governo trocou uma coisa pela outra?
Carvalho: De forma alguma. O IR é outra frente de negociação. Dissemos às centrais que não havia razão para mudar a regra do mínimo. Por duas razões. Primeiro, eu disse a eles, ‘porque é uma conquista de vocês. Se a gente mudar agora, vocês estão nos autorizando no ano que vem, quando o aumento for de 12%, 13%, a rediscutir’. Este é o risco, inclusive desse questionamento que está se fazendo agora do decreto [que permite ao governo fixar anualmente o valor do mínimo sem passar novamente pelo Congresso].
Valor: Por que conter a evolução do mínimo?
Carvalho: Porque este é um ano muito especial. Todo mundo sabe que em 2009 e 2010 nós enfiamos o pé no acelerador para sair da crise. Desoneramos, estimulamos, fizemos concessões de toda sorte. 2011 se afigura como um ano em que você precisa controlar. A inflação está batendo na porta, tivemos que fazer um corte no orçamento que não é catastrófico, é um corte sobretudo de planos, projetos, mas é um corte importante. Temos que mandar um sinal claro para a sociedade de que o governo não vai brincar com a economia, não vai aceitar a indexação, porque, no fundo, se tem um prejuízo grande para o trabalhador é a inflação.
Valor: Por que as centrais sindicais, na sua avaliação, não aceitam essa tese?
Carvalho: Tem uma cultura nossa, que é a cultura sindicalista. Nunca esqueço de uma greve nossa, de 1979, em Curitiba, em que conseguimos 70% de aumento e, mesmo assim, não conseguimos repor a inflação naquele ano. Temos uma cultura de reivindicação que prioriza mais o índice do que propriamente a perda inflacionária. Depois, tem um problema: existem seis centrais sindicais e há uma disputa enorme entre elas para ver quem é mais combativa e quem não trai a sua base. A Força Sindical está dizendo agora que a CUT não foi combativa na questão do salário mínimo. É uma cultura que eu acho ruim, que deixa de cumprir um papel mais amplo, mais responsável. Não quero dizer que elas são irresponsáveis e admito que não podemos esperar das centrais uma conduta que não seja a de lutar pelos direitos dos trabalhadores porque, seja como for, é verdade também que o mínimo, criado pela Constituição de 1946, segundo o Dieese, deveria ser hoje de mais de R$ 2,3 mil. Há uma defasagem histórica. O problema é que você não vai repor isso da noite para o dia. Vamos fazendo uma política de valorização que corrige distorções, mas o país não aguentaria estabelecer um mínimo de R$ 2 mil. Seria uma completa loucura.
Valor: O presidente Lula unificou o movimento sindical em torno dele. O Ministério do Trabalho é comandado pelo PDT e pela Força Sindical, adversária histórica da CUT. O senhor teme dificuldades nessa relação nos próximos anos?
Carvalho: A unificação em torno do governo se fez no final do governo. Em 2006, o Paulinho [Paulo Pereira da Silva, deputado e presidente da Força] não fez campanha para o Lula. O apoio se deu depois de muita construção, muito convencimento, de uma política evidentemente muito favorável aos trabalhadores. Foi quase uma rendição. Eles não podiam ficar contra a base. Não vai ser diferente em relação à Dilma. O Lula epidermicamente tinha uma linguagem que ajudava muito, uma sedução. A Dilma tem outro estilo, mas não tem outra linha. A ordem no governo é para que haja diálogo. Vai ser diferente do Lula por causa disso: ela não vai ficar colocando chapeuzinho.
Não somos militantes; Dilma vai ser diferente do Lula porque não vai por chapeuzinho [das centrais ou do MST]
Valor: O senhor não teme um rompimento com a Força Sindical, por exemplo?
Carvalho: Conversei nesta mesa com o Paulinho no dia da votação do mínimo: ‘Quero combinar uma coisa com vocês: não vamos queimar pontes.’ O governo não tem prazer em vencer um aliado, que são as forças sindicais. É uma disputa que estamos achando correta dentro da nossa responsabilidade. Muitos temas ainda vão se colocar. Vencido o mínimo, vamos discutir o IR, depois outras questões, como os aposentados e a desoneração da folha. Não acho provável que haja uma ruptura, a menos que haja uma enorme crise e, se as bases estiverem descontentes com o governo, pode ocorrer. Mas ninguém ali queima nota de R$ 100. Se as bases acharem que o governo está certo, o dirigente sindical não vai fazer uma aventura de romper porque tem um monte de eleição sindical este ano.
Valor: No caso dos aposentados, o que vai ser discutido?
Carvalho: Uma política geral de valorização dos aposentados.
Valor: De que forma?
Carvalho: Vamos pensar a questão da Saúde. Uma das coisas que pesam no bolso dos aposentados é o preço dos medicamentos. Já temos uma linha de medicamentos para hipertensão e diabetes. Vamos avaliar para outras doenças.
Valor: Pode ter algo em relação ao valor do benefício?
Carvalho: Pode vir a ter, não vou dizer que não.
Valor: O ex-presidente Lula chamou as centrais de “oportunistas”, criticando-as por causa da posição delas em relação ao salário mínimo. Ele fez isso a pedido da presidente Dilma?
Carvalho: Não. Eu é que manifestei a ele, lá em Dacar, umas preocupações que a gente estava tendo.
Valor: Em relação a quê?
Carvalho: Eu disse a ele: ‘Estão tentando abrir uma cunha entre você e a Dilma, dizendo que no seu tempo tinha tudo e que com a Dilma não vai ter nada. E na imprensa já se tenta colocar que a Dilma é séria, responsável, e você era gastador’.
Valor: Como ele reagiu?
Carvalho: Ele respondeu: ‘Você tem toda a razão. Na primeira oportunidade eu vou dar uma dura porque esses caras [os sindicalistas] estão querendo jogar fora um acordo que eu fiz com eles. Não admito uma coisa dessas, foi difícil, nós costuramos, não estou entendendo’. Foi uma avaliação dele. E logo depois de conversa, ele deu aquela declaração.
Valor: Em quanto o governo admite corrigir a tabela do IR?
Carvalho: Já asseguramos 4,5%, que é o centro da meta de inflação. Votado o salário mínimo no Senado, vamos dar uma olhada no orçamento para ver se é possível ir além. É pouco provável. Se for 4,5%, eu não vou chamar as centrais para conversar à toa.
Valor: O senhor não teme que as regras de correção do salário mínimo e da tabela do IR dificultem o controle da inflação no Brasil, à medida que reintroduzem mecanismos de indexação da economia?
Carvalho: É evidente que tem que tomar cuidado. Nossa resistência no IR de ir além dos 4,5% é por isso. Se dermos 5%, 5,5%, estaremos projetando inflação superior à que estamos perseguindo. Mas sabemos que o salário mínimo tem uma prevalência da questão social. As centrais argumentam com razão que o sujeito, quando recebe um aumento salarial, vai para uma faixa superior e o Leão come quase tudo que ele ganhou. [A correção da tabela] é mais uma questão de justiça. E a gente aposta que a economia continuará crescendo 4,5%, 5%, então, a arrecadação de impostos não vai ser prejudicada. Agora, estamos muito de olho na coisa da inflação. Vamos ter uma política muito severa para impedir a volta da inflação.
Valor: A presidente deixou claro, durante a campanha, que o MST é um movimento aliado, mas que ela não permitirá ilegalidades, como invasões de prédios públicos nem fazendas produtivas. O que muda na relação com o MST?
Carvalho: Nada. O Lula tinha aquela bonomia toda, mas ele nunca aliviou. Vocês não imaginam quantas vezes o MST esteve aqui, invadindo prédios públicos e pedindo audiência com o presidente, e ele dizia: ‘Não, eu só converso depois que eles saírem’. Não vou enganar vocês dizendo que vamos passar quatro anos sem que o MST ocupe terras, isso é uma bobagem. Eles têm autonomia. Vamos tentar azeitar ao máximo o Incra, que tem uma estrutura muito difícil, enferrujada, muito desgastada. Vamos fazer um acordo para estimular muito a qualificação dos assentamentos, como as cooperativas. Agora, você tem um passivo de gente debaixo de lona.
Valor: O governo tem ideia de quantos estão nessa situação?
Carvalho: É difícil saber, mas esse número diminuiu muito a partir do emprego quase pleno que temos na economia no momento. Houve um tempo em que uma das grandes fontes do MST era o pessoal da periferia das grandes cidades, o que também trouxe muitos problemas para eles porque eram pessoas que iam para o campo sem ter vocação rural. Eles sabem. Não temos dúvida de que há ainda um passivo a ser coberto, de gente que precisa de terra, então, não é que não vai ter mais reforma agrária. Vai continuar tendo, mas vamos trabalhar fortemente na qualificação do assentamento porque a pior coisa que pode acontecer com o MST é um assentamento que vire uma favela rural.
Valor: Mas como o governo vai lidar com as invasões?
Carvalho: O que você não pode nunca imaginar é que vá haver criminalização do movimento neste governo. Não tem margem nenhuma para isso. Vamos tentar persuadir os companheiros de que é muito importante o diálogo. E, para dialogar com o governo, não podemos dialogar nos acumpliciando com a ilegalidade. Não vamos nunca ceder desse ponto de vista. As ações vão ocorrer, podem ocorrer, mas depois vai ter que ter recuo. Não somos aqui militantes, isso aqui não é um partido, isso aqui é um governo. Nem sempre você pode fazer o que gostaria. Tem que agir dentro dos parâmetros. A fala da presidente vai nessa linha.