quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pobreza extrema: a meta de reduzir a pobreza extrema foi alcançada em 2007 e superada em 2008

VIA BLOG DO FAVRE

O Brasil e o cumprimento dos Objetivos do Milênio

A meta de reduzir a pobreza extrema foi alcançada em 2007 e superada em 2008.

Márcia Lopes – VALOR


Durante a Cúpula de Revisão dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), na sede da ONU, em Nova York, o Brasil demonstra o quanto mudou nos últimos anos. A nova percepção deve-se, acima de tudo, à transformação da realidade econômica, social e política do país, que avançou nas mais diversas áreas. É sabido que o governo brasileiro tem defendido a ideia de que todos os países façam os esforços necessários para cumprir os oito ODMs até 2015. Parte dessas metas já está sendo alcançada em todo o mundo; mas, passados dez anos, estudos indicam que há muito a ser feito nos próximos cinco anos.
Naquilo que cabe ao Brasil, em 2003, formamos um grupo interministerial para acompanhamento dos ODMs, que elaborou quatro relatórios nacionais de acompanhamento, sendo o último de março deste ano. O progresso verificado no país indica que o Brasil poderá cumprir todas as metas estabelecidas até 2015. Para isso, o governo incentiva também ações da sociedade civil. Em 2005, foi instituído o Prêmio ODM, já em sua terceira edição, que divulga e reconhece iniciativas e projetos que contribuem notavelmente para esses resultados.
Há muitos exemplos que reforçam as conquistas do Brasil. Em relação ao primeiro objetivo, o governo brasileiro estabeleceu metas mais ousadas, de erradicar a fome e de reduzir a pobreza extrema a um quarto da população até 2015. Estimativas sobre pobreza extrema revelam que a nova meta foi alcançada em 2007, e superada em 2008, quando a incidência de pobreza chegou a 4,8% – menos de um quinto dos 25,6% de 1990. De 1990 a 2008 a população brasileira cresceu de 142 milhões para 187 milhões e a população extremamente pobre decresceu de 36 milhões para 9 milhões de pessoas. Mantendo esse desempenho, a pobreza extrema será erradicada até 2014.
O país deixou de ser receptor de cooperação internacional para ser provedor de ajuda ao desenvolvimento
Os dados disponíveis no país sobre segurança alimentar e nutricional também indicam ser marginal o número de pessoas que não consome alimentos em nível adequado ao seu perfil.
Registramos, igualmente, a queda da histórica e persistente desigualdade no país. A partir de 2001, a desigualdade, calculada pelo índice de Gini, iniciou uma trajetória acentuada de queda nesta década, até que em 2008 alcançou 0,544, nível mais baixo desde que passou a ser medido com precisão. Certamente, estamos obtendo esses resultados pela estruturação de um sistema de proteção social abrangente que alcança 70 milhões de pessoas. O Bolsa Família chega hoje a 12,7 milhões de famílias. A implantação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) fazem parte desse esforço, estruturando uma rede de serviços públicos em todo o Brasil.
O orçamento para os programas sociais, bastante ampliado nos últimos anos, ao mesmo tempo em que o salário mínimo foi elevado, aumentou a renda dos trabalhadores, assim como de aposentados e pensionistas. As políticas sociais do governo, somadas às políticas de estabilidade macroeconômica e de geração de empregos contribuíram para a ampliação do mercado interno e se mostraram especialmente importantes durante a crise financeira internacional de 2008-2009, que teve seus impactos reduzidos.
A tendência de acesso universal à educação primária também avançou. A taxa de matrícula das crianças em idade escolar está em cerca de 95% . Cresceu a frequência escolar e foram reduzidas as diferenças regionais, entre brancos e pretos/pardos, assim como em função do nível de renda dos estudantes. Reduzimos o analfabetismo entre jovens de 15 a 24 anos.
O Brasil mostra à ONU boas notícias também na área relacionada à saúde, como a taxa de mortalidade das crianças abaixo de cinco anos, que apresentou queda de 58% entre 1990 e 2008. Caso a tendência atual persista, o Brasil atingirá sua meta antes do prazo. Para 2015, projeções indicam que o Brasil deverá reduzir a mortalidade materna pela metade. Esse desafio vem sendo enfrentado por diversas políticas públicas, dentre as quais se destacam a atenção pré-natal e a assistência ao parto, disponibilizadas pelo SUS. As metas relacionadas ao HIV/AIDS, à malaria e à tuberculose estão sendo cumpridas, com programas de tratamento e assistência que alcançam, atualmente, cerca de 220 mil pessoas – das quais 190 mil recebem anti-retrovirais.
O Brasil alcançou a meta de reduzir pela metade a proporção da população sem acesso à água potável em áreas urbanas, com o percentual da população servida por água de rede geral com canalização interna girando em torno de 92%, em 2008. Além disso, mais de 80% da população urbana no Brasil contam com esgotamento sanitário por rede geral ou fossa séptica. A proporção de pessoas residentes em domicílios urbanos com condições de moradia adequadas passou de 51% em 1992 para 66% em 2008.
Por fim, representando o governo brasileiro na cúpula da ONU, tenho a honra de informar que o Brasil deixou de ser receptor de cooperação internacional para passar a ser um dos maiores provedores de ajuda oficial ao desenvolvimento do mundo em desenvolvimento. Esta condição de doador, no entanto, não isenta os países desenvolvidos de compromissos assumidos sobre financiamento ao desenvolvimento, inclusive em relação a países de renda média. Somente por meio de reforma do sistema internacional em prol do desenvolvimento, do cumprimento de todos os acordos de financiamento e da ajuda oficial é que poderemos executar estratégias capazes de alcançar todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e de promover um mundo mais justo para todas as mulheres e todos os homens.
Márcia Lopes é ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

O PORQUÊ DE A "VEJA" FAZER CAMPANHA PARA OS TUCANOS

Do site adital.org.br



O mensalão da Editora Abril
Altamiro Borges *

Adital -
Numa minuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico "mensalão" pago pelo tucanato ao Grupo Abril e a outras editoras. Veja algumas das mamatas:
- DO [Diário Oficial] de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara ‘inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola’.
- DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.
- DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.
- DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.
- DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.
- DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.
- DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.
- DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.
- DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.
- DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades - Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.

Negócios de R$ 34,7 milhões

Somente com as aquisições de quatro publicações "pedagógicas" e mais as assinaturas da Veja, o governo tucano de José Serra transferiu, dos cofres públicos para as contas do Grupo Civita, R$ 34.704.472,52 (34 milhões, 704 mil, 472 reais e 52 centavos). A maracutaia é tão descarada que o Ministério Público Estadual já acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.
Esta "comprinha" representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do ‘barão da mídia’ Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao Grupo Abril. O tucano Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do ‘Guia do Estudante’, outra publicação do grupo.

* Jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB - Partido Comunista do Brasil

Jornais impressos perto do fim

Do blog Os amigos do Presidente Lula

De cada 10 jornais impressos, só 6 eram vendidos e 4 encalhavam, segundo o JB

Quando um dos mais antigos e tradicionais jornais brasileiros, o JB (Jornal do Brasil), deixou de circular em papel, em 31 de agosto, revelou alguns números assustadores.

Seu dono, Nelson Tanure, justificou o fim da versão em papel (ficando apenas com a versão digital na internet), além dos custos financeiros, por motivos ecológicos:

“Para cada 100 mil jornais que são impressos, 60 mil são vendidos e 40 mil são jogados fora [por "encalhe"]. É um desperdício fantástico”, afirmou Tanure, a Guilherme Barros, do iG.

Estes números foram os declarados pelo JB. Será que os demais jornais, como Folha, Globo, Estadão, teriam coragem de revelar os números de seus "encalhes"?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Lula foi o presidente que modernizou o Brasil, diz jornal francês, no site da BBC-Brasil

Do blog da Maria Frô

Até Le Figaro reconhece: Lula é O Cara



Semana passada a blogueira Aline Mariane mostrou que 3 revistas francesas destacaram o governo Lula na França, hoje é o jornal Le Figaro. Quando será que a imprensa brasileira reconhecerá os méritos do governo do presidente Lula?
Lula foi o presidente que modernizou o Brasil, diz jornal francês, no site da BBC-Brasil
21/09/2010
O jornal alerta também que as autoridades e parte dos analistas no Brasil não estão imunes à “complacência”.
Luiz Inácio Lula da Silva
‘Le Figaro’ diz que Lula assumiu um país “sem esperanças”
Uma reportagem na edição desta terça-feira do jornal francês Le Figaroafirma que Luiz Inácio Lula da Silva foi o presidente responsável por “modernizar o Brasil”.
O Le Figaro destaca que apesar dos avanços, o Brasil ainda é um dos mais desiguais da América Latina e do mundo, com altos índices de analfabetismo e problemas crônicos de saúde pública.
O texto, que recebeu uma chamada na capa do Le Figaro, é assinado pela correspondente do jornal no Rio de Janeiro, Lamia Oualalou.
A reportagem conta a história de Ricardo Mendonça, paraibano de Itatuba que se mudou para o Rio de Janeiro em busca de emprego em 2003 e conseguiu entrar na universidade graças a uma bolsa do programa Pro-Uni, do governo federal.
O jornal atribui o sucesso de Mendonça às políticas do governo Lula.
“Histórias como esta de Ricardo o Brasil registra aos milhões. A três meses do fim do seu segundo mandato, este é um país mudado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará ao seu sucessor”, escreve oLe Figaro.
‘Barbudo onipresente’
O jornal diz que quando Lula chegou ao poder, em 2003, o Brasil era um país sem “grandes esperanças” que havia finalmente dado uma chance a um “turbulento barbudo onipresente na cena eleitoral desde o restabelecimento da democracia”.
O Le Figaro destaca que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso conseguiu combater a hiperinflação com o Plano Real, mas que se tornou “muito impopular” antes de deixar o poder em 2002.
Citando analistas políticos brasileiros, o jornal diz que Lula foi responsável por ampliar políticas sociais do governo anterior.
“O chefe de Estado reagrupou algumas medidas sociais do seu antecessor e lhes deu uma dimensão inimaginável”, diz a reportagem do jornal.
“Pela primeira vez na história, o Brasil assiste a uma redução contínua e inédita das desigualdades. Em dois mandatos, 24 milhões de brasileiros saíram da miséria e 31 milhões entraram para a classe média.”
O jornal diz que o governo quer agora usar a riqueza dos novos campos de petróleo descobertos no litoral brasileiro para criar um fundo que beneficie os mais pobres.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Gleisi, senadora, debate com estudantes em Curitiba

Do blog do Esmael

Gleisi debate com estudantes na Universidade Tuiuti do Paraná

Candidatos ao Senado debatem na Universidade Tuiuti do Paraná. Foto: Elias Dias.
Na noite desta segunda-feira (20), Gleisi Hoffmann (PT) participa de um debate entre candidados ao Senado promovido pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).
No pronunciamento inicial, a petista destacou a importância da iniciativa, pois oportuniza o fortalecimento das instituições e o exercício da democracia.
Gleisi apresentou sua trajetória, ressaltando que sempre pautou sua vida baseada na participação política.
“Acredito que a política é um instrumento de mudança da sociedade. Existe para servir e ajudar as pessoas. E é por isso que eu quero estar no Senado”, declarou.

Dilma abre 30 pontos sobre segundo colocado.

Do blog Brasil, Brasil!

Tracking Vox Populi/Band/iG (Segunda-Feira): Dilma 53%; Serra 23%

“A menos de duas semanas das eleições, diferença entre petista e tucano chega a 30 pontos

Matheus Pichonelli, iG

“A menos de duas semanas das eleições, a candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT), abriu 30 pontos de diferença em relação a José Serra (PSDB) no tracking Vox Populi/Band/iG. A ex-ministra da Casa Civil segue com 53% das intenções de voto, de acordo com o levantamento divulgado nesta segunda-feira. Já o tucano soma 23%, um ponto a menos que na medição anterior.

Marina Silva, do PV, segue com 9%. O quadro garantiria a eleição da petista logo no primeiro turno.

A diferença entre os dois principais candidatos já foi maior. No dia 6 de setembro, por exemplo, o tracking apontou distância de 35 pontos entre Dilma e Serra. Na última semana, no entanto, após a divulgação de notícias de suspeitas envolvendo o governo federal e a campanha petista, a diferença chegou a 27 pontos. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

O número de eleitores que ainda se dizem indecisos ou não responderam em quem pretendem votar é de 10%. Brancos e nulos seguem com 4%. Outros candidatos, juntos, somam 1% das intenções de voto.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor, Dilma é também a candidata mais lembrada: 45%, contra 19% de José Serra e 7% de Marina. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é ainda lembrado por 2% dos eleitores.
A cada dia, o Instituto Vox Populi realiza 500 novas entrevistas presenciais em todas as regiões do País, numa amostra consolidada com 2.000 pessoas. O levantamento foi registrado junto ao TSE sob o nº 27.428/10.”

domingo, 19 de setembro de 2010

Mídia partidarizada e sem limites

Do blog do Nassif

A escandalização inútil, por Marcos Coimbra

Por Nilson Fernandes
Nassif, com a palavra,
Marcos Coimbra.
A onda de denúncias para impedir a vitória da Dilma pipocam a toda hora nestes últimos dias de campanha eleitoral. Faltando duas semanas para a eleição do sucessor ou, pelo que parece, da sucessora de Lula, falar delas se tornou uma verdadeira obsessão para nossa grande imprensa.
Se contarmos o tempo transcorrido desde quando surgiu o "escândalo da Receita", já faz quase um mês que os grandes jornais de São Paulo e do Rio, as maiores revistas de informação e o noticiário da principal emissora de televisão dão cobertura máxima às denúncias de vários tipos contra Dilma, sua campanha, o PT e o governo Lula.
O caso da Receita e o mais recente, envolvendo o filho da ex-ministra Erenice Guerra, receberam a atenção de todos. Outros, como a bombástica revelação que uma"falha" de Dilma redundara em prejuízo de R$ 1 bilhão aos consumidores de energia elétrica, ficaram reduzidos ao esforço isolado de um veículo (Folha). Como ninguém a levou a sério (nem sequer o jornal que a havia patrocinado), foi logo esquecida.
Essa disposição para denunciar não atinge o universo da imprensa. Brasil afora, jornais e revistas regionais e estaduais mostram-se menos dispostos a fazer coro com os "grandes".
O mesmo vale na mídia eletrônica, na qual o tom escandaloso não é o padrão de todas.É curioso,mas nenhuma dessas denúncias nasceu na internet, contrariando tendência cada vez mais comum em outros países. Lá, é nos blogs e nos sites independentes que coisas assim começam e têm seu curso, muitas vezes enfrentando a inércia da mídia tradicional.
Aqui, ao contrário, são os jornalões e os grupos de comunicação mais poderosos os mais afoitos na apresentação e na apuração de denúncias.
Não se discute se são falsas ou verdadeiras. É certo que algumas, como o "escândalo da eletricidade", são apenas bobagens. Outras são importantes e produzem consequências reais, como a que levou à saída de Erenice. Existem as que estavam na geladeira, ao que parece aguardando um"bom momento" para vir à tona, como o" escândalo da Receita".
E há as que, aparentemente, apenas coincidiram com outras, como o "escândalo do caseiro", que ressurgiu das cinzas agora que a Caixa Econômica foi condenada a indenizar a vítima.
Também não se discute o que fazer nos casos em que há suspeita fundamentada ou confirmação de que alguma irregularidade foi praticada. Partindo da premissa de que somos um país sério e que as instituições funcionam, qualquer denúncia com verossimilhança precisa ser apurada e os culpados,punidos.
Aliás, todas estão sendo acompanhadas pelo Ministério Público, a Polícia Federal e a própria imprensa.
Mas só a velhinha de Taubaté acredita que a coincidência de tantos "escândalos" é obra do acaso. A onda nasceu em tal momento que é impossível não desconfiar que exista intencionalidade por trás dela. Os segmentos na sociedade e na mídia insatisfeitos com a possibilidade de vitória de Dilma aguardavam ansiosos o começo da propaganda eleitoral na televisão e no rádio. Sabe-se lá de onde, imaginavam que Serra reagiria a partir de 17 de agosto e que conseguiria reverter suas perspectivas muito desfavoráveis.
Não viam que o mais provável era o oposto, que Dilma crescesse quando Lula chegasse à televisão.
Como resultado de mais um dos equívocos que cometeramna avaliação das eleições, surpreenderam-se quando a vantagem da candidata do PT rapidamente aumentou. Foi de repente, quando a decepção com a performance de Serra e o susto com o bom desempenho de Dilma se generalizaram, que começamos a ter uma denúncia atrás da outra. A temporada de escândalos teve sua largada na última semana de agosto, quando saíramas primeiras pesquisas públicas feitas após o início do horário gratuito, mostrando que a diferença entre eles passava de 20 pontos.
De lá para cá, nada mudou nas intenções de voto.
Alguns comentaristas procuram indícios de oscilações, com lupas esperançosas, ansiosos para encontrar sinais de que tanto barulho produza efeitos.
Até agora, nada. Chega a ser engraçado, mas há países em que se proíbe a divulgação de pesquisas eleitorais nos 30 dias que antecedem uma eleição. Tudo para não perturbar as pessoas na fase da campanha em que deveriam pensar mais. Eles acham que ninguém deveria interferir nesse momentode recolhimento e reflexão. É porque não conhecem o que é capaz de fazer (ou de tentar fazer) nossa"grande imprensa".

sábado, 18 de setembro de 2010

CENÁRIO SOMBRIO PARA O CANDIDATO DAS TREVAS

DO TERROR DO NORDESTE



Números anunciam derrota humilhante para Serra


18/09/10


Mesmo após o turbilhão do caso Erenice Guerra, seguido da novela dos vazamentos da Receita, os últimos números das pesquisas de intenção de voto sinalizam para um cenário sombrio para o candidato do PSDB, José Serra.

Faltando cerca de duas semanas para o primeiro turno, os levantamentos indicam que o tucano amargará uma derrota humilhante para Dilma Rousseff, que levou mais de seis meses para superá-lo nas pesquisas, mas cuja trajetória agora se mantém estável e sem recuos.

Pelos números do Ibope, Dilma está 26 pontos à frente de Serra. A petista tem hoje mais que o dobro de votos de seu adversário tucano. “Eles vão precisar de umas dez Erenices para mover a opinião pública na direção oposta da decisão já tomada” – comemoram apoiadores da petista. 

Blog da Cristina Lemos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O Brasil "encontrou" uma terceira via

Via Terror do Nordeste



Krugman: Brasil está dando certo e se livrou do Consenso de Washington


O economista Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia de 2009, elogiou nesta quinta-feira (16) o modelo de desenvolvimento econômico brasileiro. "A era Lula, que acaba agora, não foi um paraíso, mas a economia cresceu muito bem, houve grande investimento na redução da pobreza, a inflação e a situação fiscal estão controladas e o mercado doméstico se fortaleceu. O que mais se deve esperar de um país?", indagou.

Para o economista, o Brasil "encontrou" uma terceira via, que não está presa ao modelo do Consenso de Washington, praticado em larga escala na América Latina nos anos 1990, mas também não segue os padrões de países como China ou Venezuela, onde o Estado é o protagonista. "O país está dando certo e deixa como lição o fato de que não se deve seguir consensos", disse.

Doutor pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e professor da Universidade de Princeton, ambas nos Estados Unidos, Paul Krugman participou de um fórum promovido pela IBM em São Paulo. "Andei estudando muito o Brasil do ano passado para cá", disse. Leia reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico sobre a visita do economista ao País.

Brasil sem crise

Quando um país começa a aparecer nas capas das revistas internacionais é sinal que ele vai ter problemas. A constatação é de Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia de 2009, em visita ao Brasil, ontem. O fenômeno, que Krugman chama de "a sina das capas de revistas", ocorreu nos anos 1990 com o México, os países do Leste Asiático e a Argentina - todos os países sofreram com crises econômicas provocadas por déficits nas transações correntes pouco depois de obtido o reconhecimento da mídia internacional. "Esse não é o caso do Brasil. Vocês são muito mais maduros", diz Krugman.

O economista americano é doutor pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e professor da Universidade de Princeton, ambas nos Estados Unidos, ficou apenas um dia em solo brasileiro. Viajou na terça-feira à noite, tendo publicado em seu blog no "The New York Times" uma nota, pouco antes, destacando que "a dívida externa brasileira era muito elevada nos anos 1980, e que as coisas definitivamente melhoraram muito desde então". Ele participou de fórum promovido pela IBM em São Paulo e à tarde embarcou de volta aos Estados Unidos. "Andei estudando muito o Brasil do ano passado para cá", disse.

Para Krugman, a valorização do real e o consequente aumento do déficit em conta corrente brasileiro não se constituem em uma preocupação. "Era o que se esperava acontecer, é até compreensível que o câmbio esteja tão valorizado, uma vez que os países ricos estão em grave recessão e o Brasil tem ótimas perspectivas econômicas", afirmou.

As discussões recentes na área econômica do governo quanto a uma possível desvalorização cambial para frear a ampliação do endividamento nas transações correntes, para Krugman, devem ser colocadas em perspectiva. "Todos os países querem ter superávits nas contas correntes e todos falam em desvalorizar suas moedas para isso. Só que se todos desvalorizarem não muda nada. Fico desapontado com países como a China, que poderiam incorrer em pequenos déficits correntes, mas não o fazem."

Nos 12 meses terminados em julho, segundo números do Banco Central, o país acumulou déficit equivalente a 2,24% do Produto Interno Bruto (PIB). Embora divergentes quanto à utilidade do endividamento externo, economistas de diferentes matizes ideológicas concordam que o déficit nas contas correntes costuma ser financiável até níveis entre 3,5% e 4% como proporção do PIB. Ligado à corrente heterodoxa, Krugman não vê problemas quanto à ampliação do déficit corrente no Brasil, mas avalia que "as coisas podem mudar caso cresça a 6% ou 7% do PIB", algo que ele considera improvável.

"O Brasil parece ter uma demanda doméstica forte o suficiente para bancar um déficit corrente de 4% do PIB de maneira sustentável. Muitos países cresceram por vários anos com déficits parecidos, como os EUA e a Austrália", disse.

Por outro lado, vaticina ele, não se deve deixar a valorização cambial persistir por muitos anos. De dezembro de 2008, auge da crise econômica mundial, até ontem, o real acumulou valorização de 36% em comparação com o dólar. "Se deixar apreciar desta forma por muito tempo", diz Krugman, "haverá desemprego num ponto em que nem cortes nas taxas de juros serão capazes de reverter". Esse processo foi denominado de "armadilha para as exportações", uma vez que a valorização cambial reduz a remuneração das empresas que vendem seus produtos no exterior.

O prêmio Nobel de Economia elogiou o modelo de desenvolvimento econômico brasileiro. "A era Lula, que acaba agora, não foi um paraíso, mas a economia cresceu muito bem, houve grande investimento na redução da pobreza, a inflação e a situação fiscal estão controladas e o mercado doméstico se fortaleceu", elencou Krugman, que perguntou em seguida: "O que mais se deve esperar de um país?"

Para o economista, o Brasil "encontrou" uma terceira via, que não está presa ao modelo do Consenso de Washington, praticado em larga escala na América Latina nos anos 1990, mas também não segue os padrões de países como China ou Venezuela, onde o Estado é o protagonista. "O país está dando certo e deixa como lição o fato de que não se deve seguir consensos", disse.

O cenário pós-2010 não está livre de desafios, no entanto. A situação dos países ricos, tendo Estados Unidos e os da União Europeia à frente, pode piorar, caracterizando uma crise em forma de "W", o que poderia reduzir o ímpeto do crescimento brasileiro. Ao mesmo tempo, a economia chinesa pode desacelerar e, com isso, levar o Brasil junto, uma vez que é a elevada demanda chinesa a commodities brasileiras que tem sustentado, segundo Krugman, boa parte do ingresso de dólares no país. "Mas, ainda assim, com o mercado interno construído pelo Brasil, é possível continuar crescendo em torno de 5% ao ano mesmo com um mundo mais fraco", afirmou.

http://www.ptnacamara.org.br/

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O MODUS OPERANDI TUCANO MDIÁTICO: FABRICAR ESCÂNDALOS

DO TERROR DO NORDESTE



Nunca pensei que chegasse a tanto, Serra


Zillah Branco *


Eu não ia mesmo votar no Serra porque levo à sério a necessidade de dar continuidade ao desenvolvimento e crescimento do Brasil que o Lula conseguiu, combatendo o neocapitalismo que impedia. E temos a Dilma, com todos os seus valores de brasileira combatente, mulher responsável, profissional de valor, dirigente política formada nos oito anos de democracia que abriram o rumo certo para uma sociedade melhor.

Mas, estava achando que a campanha eleitoral baixava de nível com o disque-disque da grande midia sobre gestos aloprados que maculam a grandeza de uma eleição limpa e patriótica. Li o artigo de Leandro Fortes, na Carta Capital, (reproduzido dia 11 no Vermelho), sobre a extensa prática de Veronica Serra na manipulação de informações sigilosas através da internet desde 2001 e tive a sensação de ver o Serra despencar como uma jaca, apesar de já andar meio por baixo. Não só o Serra, mas todos os que ainda se mantinham como “oposição”. Uma ainda frondosa “jaqueira” com muita força midiática. Cuidado com a cabeça, quem anda distraido à sua sombra!

Que a midia inventa quando não tem noticias, sabemos. Durante esta semana divulgou aos quatro ventos que Fidel Castro havia dito que o socialismo não funciona mais em Cuba. Não era preciso ouvir o desmentido para saber que um jornalista americano entendeu “socialismo” quando Fidel disse “capitalismo”. Uma confusãozinha, no entender da mídia que não têm nada com a ética apesar de viver reclamando a liberdade de expressão como essencial. Coisa pouca para quem vive mentindo por quantos dentes tem. Que a Globo é capaz de fazer uns 30 programas para explicar que quem tenta comprar o silêncio de um policial comete crime passivel de prisão, enquanto silencia sobre como conseguiu o “furo” jornalistico levando a gravação da conversa que Bruno, o jogador, teve com policiais munidos de camera e gravador para o entrevistarem no avião em que era conduzido da cadeia do Rio para a de Minas, para o programa “Fantástico”, ninguem tem dúvida.

Cansaram de dizer que a única coisa que poderia salvar a eleição para Serra seria “descobrir um escandalo da magnitude do “mensalão””. E, como que por acaso, surgiu a denúncia da falsificação da assinatura da filha de Serra e mais várias pistas de vazamentos na Receita Federal. Mas não lembraram de que a mesma Veronica Serra já andara envolvida em um caso semelhante anos atrás. E pensam que só eles leem novelas de detetives? Esquecem que muita gente tem boa memória e muito conhecimento?

Caramba, podiam ter passado sem essa. Perdiam a eleição com dignidade, apenas por falta de prestígio político, e não de vergonha.


* Cientista Social, consultora do Cebrapaz. Tem experiência de vida e trabalho no Chile, Portugal e Cabo Verde.