quarta-feira, 25 de agosto de 2010

PESQUISAS POLÊMICAS


Do Portal Brasilianas.com

Coimbra ataca Datafolha

Por comentador
E por falar nisso, Marcos Coimbra também resolveu dar nome aos bois. respondeu diretamente ao Datafolha, que em sua pesquisa apontou "disparada" de Dilma, alegando que dois programas de TV, vistos por menos que 2/3 do eleitorado, foram responsáveis por tal "disparada", eufemismo para justificar o que os outros institutos apontavam há tempos.
Do Correio Braziliense 25/8/2010
Marcos Coimbra
Pesquisas polêmicas
Pesquisas nas quais não se pode confiar são um problema. Elas atrapalham o raciocínio. É melhor não ter pesquisa nenhuma que tê-las.
Ao contrário de elucidar e ajudar a tomada de decisões, confundem. Quem se baseia nelas, embora ache que faz a coisa certa, costuma meter os pés pelas mãos.
Isso acontece em todas as áreas em que são usadas.
os estudos de mercado, dá para imaginar o prejuízo que causam? Se uma empresa se baseia em uma pesquisa discutível na hora de fazer um investimento, o custo em que incorre? Na aplicação das pesquisas na política, temos o mesmo. Ainda mais nas eleições, onde o tempo corre depressa. Não dá para reparar os erros a que elas conduzem.
Pense-se o que seria a formulação de uma estratégia de campanha baseada em pesquisas de qualidade duvidosa. Por mais competente que fosse o candidato, por melhores que fossem suas propostas, uma candidatura mal posicionada não iria a lugar nenhum.
Com a comunicação é igual. Boas pesquisas são um insumo para a definição de linhas de comunicação que aumentam a percepção dos pontos fortes de uma candidatura e que explicam suas deficiências. As incertas podem fazer que um bom candidato se torne um perdedor.
E na imprensa? Nela, talvez mais que em qualquer outra área, essas pesquisas são danosas. Ao endossálas, os veículos ficam em posição delicada.
Neste fim de semana, a Folha de São Paulo divulgou a pesquisa mais recente do Datafolha. Os problemas começaram na manchete, que se utilizava de uma expressão que os bons jornais aposentaram faz tempo: Dilma dispara.... Dispara.., afunda... são exemplos do que não se deve dizer na publicação de pesquisas. São expressões antigas, sensacionalistas.
Compreende-se, no entanto, a dificuldade do responsável pela primeira página. O que dizer de um resultado como aquele, senão que mostraria uma disparada? Como explicar que Dilma tivesse crescido 18 pontos em 27 dias, saindo de uma desvantagem para Serra de um ponto, em 23 de julho, para 17 pontos de frente, em 20 de agosto? Que ganhasse 24 milhões de eleitores no período, à taxa de quase um milhão ao dia? Que crescesse nove pontos em uma semana, entre 12 e 20 de agosto, apenas nela conquistando 12,5 milhões de novos eleitores? O jornal explicou a disparada com uma hipótese fantasiosa: Dilma cresceu esses nove pontos pelo efeito televisão. Três dias de propaganda eleitoral (nos quais a campanha Dilma teve dois programas e cinco inserções de 30 segundos em horário nobre), nunca teriam esse impacto, por tudo que conhecemos da história política brasileira. Aliás, a própria pesquisa mostrou que Dilma tem mais potencial de crescimento entre quem não vê a propaganda eleitoral. Ou seja: a explicação fornecida pelo jornal não explica a disparada e ele não sabe a que atribuí-la. Usou a palavra preparando uma saída honrosa para o instituto, absolvendo-o com ela: foi tudo uma disparada.
É impossível explicar a disparada pela simples razão que ela não aconteceu. Dilma só deu saltos espetaculares para quem não tinha conseguido perceber que sua candidatura já havia crescido. Ela já estava bem na frente antes de começar a televisão.
Mas as pesquisas problemáticas não são danosas apenas por que ensejam explicações inverossímeis.
O pior é que elas podem ajudar a cristalizar preconceitos e estereótipos sobre o país que somos e o eleitorado que temos.
Ao afirmar que houve uma disparada, a pesquisa sugere uma volubilidade dos eleitores que só existe para quem acha que 12,5 milhões de pessoas decidiram votar em Dilma de supetão, ao vê-la alguns minutos na televisão. Que não acredita que elas chegaram a essa opção depois de um raciocínio adulto, do qual se pode discordar, mas que se deve respeitar.
Que supõe que elas não sabiam o que fazer até aqueles dias e foram tocadas por uma varinha de condão.
Pesquisas controversas são inconvenientes até por isso: ao procurar legitimá-las, a emenda fica pior que o soneto. Mais fácil é admitir que fossem apenas ruins.
Boas pesquisas são um insumo para a definição de linhas de comunicação que aumentam a percepção dos pontos fortes de uma candidatura e que explicam suas deficiências. As incertas podem fazer que um bom candidato se torne um perdedor. 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

LULA E DILMA NO ABC

DO BLOG OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


Lula apresenta a 'presidenta' Dilma para os metalúrgicos do ABC paulista


Numa assembleia especial que reuniu cerca de 10 mil trabalhadores na porta da fábrica da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, o Presidente Lula  "apresentou" no início da manhã desta segunda-feira, 23, a ex-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff como candidata do PT e dele a presidente. Lula chamou Dilma de "presidenta" e disse que, embora as pesquisas sejam favoráveis, não dá para ganhar a eleição apenas com elas. "Quanto mais as pesquisas ficam favoráveis, mais a gente tem de assumir responsabilidade", disse ele, às 6 horas.
Acompanhado dos candidatos a governador de São Paulo Aloizio Mercadante (PT) e a senador Marta Suplicy (PT-SP), Lula destacou a importância de trazer a candidata do PT a presidente para a porta de uma fábrica, onde a história política dele começou. "Era importante Dilma pegar energia aqui, na porta de uma fábrica, onde tudo começou." Além de Mercadante e Marta, estavam o deputados Antonio Palocci (PT-SP) e José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP), coordenadores da campanha da candidata do PT, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e antigos colegas do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Depois do breve comício, o presidente desceu do caminhão de som, acompanhado de Dilma e dos candidatos do PT a governador e a senador por São Paulo, para cumprimentar os operários na entrada da unidade. "Não é sempre que um trabalhador pode pegar na mão de uma mulher presidente da República", justificou. Durante o discurso, o presidente lembrou dos tempos de sindicato e dos principais companheiros que acompanharam a trajetória dele. "Aqui, passamos um pouco de tudo", disse a Dilma. Lula propôs-se ainda a panfletar diante da fábrica. "Como vou perder o emprego em 1º de janeiro, nada como aprender a entregar panfleto outra vez", brincou.
A última vez que Lula  visitou a empresa foi em 2006, nos 50 anos da fábrica, menos de um mês após a reeleição ao cargo.Desde a sexta-feira, esse é o terceiro evento na Grande São Paulo. O maior colégio eleitoral do País é administrado há 16 anos pelo PSDB e um dos poucos Estados em que o candidato a presidente José Serra (PSDB) está à frente da candidata petista nos levantamentos de intenção de voto. "Se Deus está conosco, quem está contra a gente?", perguntou Lula.
Em visita em junho à fábrica da Volkswagen, também em São Bernardo do Campo, o presidente havia informado que voltaria ao ABC durante a campanha. Na época, Lula disse aos funcionários da montadora que não estranhassem caso ele subisse em palanques às 6 horas.

Lula panfletando

"Olha, foi armada uma estrutura de comício, mas a ideia era mais simples, era apertar a mão de cada um na chegada.. "Vocês se organizem e depois vamos descer", ordenou o presidente.

"Prometo não falar de futebol!", disse Lula, visivelmente feliz com a vitória corintiana no clássico deste domingo frente ao São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro. "Como eu vou perder o emprego no dia 1º de janeiro, tenho que praticar e nada como voltar a entregar panfleto outra vez", brincou logo depois.

Inicia-se uma sequência de discursos rápidos. Mercadante, Dilma e Lula. A candidata promete "seguir o caminho" do líder. Olhares silenciosos dos trabalhadores. Por duas vezes, um grito: "Quebra tudo, Dilma!".

Na multidão, o Presidente identifica o sindicalista Zé do Mato, amigo dos tempos das greves no ABC, que "começou a trabalhar na Mercedes antes de ter Mercedes no Brasil". "Tá vendo aquele companheiro careca?", perguntou à ex-ministra. "De vez em quando, ele queria me mandar uma galinha de angola, que nem podia andar de tanta fome!".

Inquieto para descer ao chão, Lula encurta a fala. "Tenho a convicção de que se Deus está conosco, quem está contra nós?".

 Os operários formam uma fila, com o cartão de ponto entre os dedos.

"Dá um panfleto só, presidente!", clama um fotógrafo.

"Vou dar um panfleto", aceita Lula.

Ele pega adesivos da campanha de Dilma e começa a colar nas camisas dos operários. Dilma, reage acom sorrisos. A primeira-dama Marisa Letícia, se diverte com o assédio.  Na confluência de abraços, Lula e Dilma são conduzidos para um café da manhã com patrões e empregados.

Com agências de notícias

domingo, 22 de agosto de 2010

AINDA HÁ MAIS PARA DILMA CRESCER

DO TERROR DO NORDESTE


Maior potencial de Dilma é entre quem não viu propaganda


Os tucanos já podem fechar o caixão de Serra. Nem o diabo salva o vampiro.

Menor audiência do horário eleitoral se deu entre pobres e menos escolarizados, faixas em que petista vai melhor

Dianteira da candidata governista sobre Serra é maior entre os 34% que viram programas gratuitos de rádio e TV

Uirá Machado

A parcela da população que ainda não assistiu aos programas eleitorais na TV representa 66% do eleitorado e é formada sobretudo pelos menos escolarizados e pelos mais pobres, segmentos em que a candidata Dilma Rousseff (PT) se sai melhor.

Segundo pesquisa Datafolha realizada na sexta, a petista tem vantagem ainda maior, de 24 pontos, sobre José Serra (PSDB) entre os 34% dos eleitores que viram a propaganda eleitoral gratuita.

Essa diferença mostra a consolidação do potencial de transferência de Lula para sua candidata, com a associação direta entre os dois feita pela propaganda eleitoral. Folha.com

sábado, 21 de agosto de 2010

Dilma abre 17 pontos sobre Serra e venceria no 1º turno, aponta Datafolha


Quanto mais Serra cola em Lula, Dilma sobe

Dilma abre 17 pontos sobre Serra e venceria no 1º turno, aponta Datafolha

FERNANDO RODRIGUES

Na primeira pesquisa Datafolha depois do início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, a candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) dobrou sua vantagem sobre seu principal adversário, José Serra (PSDB), e seria eleita no primeiro turno se a eleição fosse hoje.

Segundo pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país, com 2.727 entrevistas, Dilma tem 47%, contra 30% de Serra. No levantamento anterior, feito entre os dias 9 e 12, a petista estava com 41% contra 33% do tucano.

A diferença de 8 pontos subiu para 17 pontos. Marina Silva (PV) oscilou negativamente um ponto e está com 9%. A margem de erro máxima do levantamento é de dois pontos percentuais.

Os outros candidatos não pontuaram. Os que votam em branco, nulo ou nenhum são 4% e os indecisos, 8%.

Nos votos válidos (em que são distribuídos proporcionalmente os dos indecisos entre os candidatos e desconsiderados brancos e nulos), Dilma vai a 54%. Ou seja, teria acima de 50% e ganharia a disputa em 3 de outubro.

Os que viram o horário eleitoral alguma vez desde que começou, na terça-feira, são 34%. Entre os que assistiram a propaganda, Dilma tem 53% e Serra, 29%.

Nos primeiros programas, Dilma apostou na associação com Lula, que tem 77% de aprovação, segundo o último Datafolha.

A petista cresceu ou oscilou positivamente em todos os segmentos, exceto entre os de maior renda (acima de dez salários mínimos).

Dilma tinha 28% de intenção de voto entre os mais ricos e manteve esse percentual. Mas sua distância para Serra caiu porque o tucano recuou de 44% para 41% nesse grupo, que representa apenas 5% do eleitorado.

MULHERES E SUL

Já entre as mulheres, Dilma lidera pela primeira vez. Na semana anterior, havia empate entre ela e Serra, em 35%. Agora, a petista abriu 12 pontos de frente nesse grupo: 43% contra 31% de Serra.

Marina tinha 11% e está com 10% entre as mulheres. A verde continua estável desde março no Datafolha. Tem mostrado alguma reação só entre os mais ricos, faixa em que tinha 14% há um mês, foi a 17% e agora atingiu 20%.

A liderança de Dilma no eleitorado masculino é maior do que entre o feminino: tem 52% contra 30% de Serra. A candidata do PV tem 8%.

Outro número bom para Dilma é o empate técnico no Sul. Ela chegou a 38% contra 40% de Serra. Há um mês, ele vencia por 45% a 32%.

Serra não lidera de forma isolada em nenhuma região. No Sudeste, perde de 42% a 33%. No Norte/Centro-Oeste, Dilma tem 50%, e ele, 27%.

No Nordeste a petista teve uma alta de 11 pontos e foi a 60% contra 22% do tucano.

Houve também um distanciamento de Dilma na disputa de um eventual segundo turno. Se a eleição fosse hoje, ela teria 53% contra 39% de Serra. Há uma semana, ela tinha 49% e ele, 41%.

Na pesquisa espontânea, em que eleitores declaram voto sem ver lista de candidatos, Dilma foi de 26% para 31%. Serra foi de 16% a 17%.

No Paraná, Osmar Dias logo aparecerá a frente nas pesquisas

Via blog Terror do Nordeste


Osmar:efeito Lula "é só uma questão de tempo"


A candidatura de Osmar Dias, do PDT, ao governo do Estado tem um trunfo capaz de desequilibrar a disputa. É o efeito Lula, o político com o toque de Midas, que transformou Dilma Rousseff de desconhecida burocrata em candidata favorita a presidente da República.


Não se sabe ainda qual o resultado desse toque mágico nos Estados. É certo que o apoio de Lula foi fundamental para virar o jogo na disputa presidencial, mas o efeito nos Estados ainda não é muito claro, embora seja uma questão de senso comum avaliar que o apoio de Lula pode ser decisivo também ali.

O certo é que ninguém quer correr riscos. O tucano Beto Richa tomou todas as precauções para isolar o candidato presidencial do PSDB, José Serra, de sua propaganda política. Só quem for muito atento vai notar que os tucanos estão apoiando algum candidato à presidente.

Existe um temor enorme com relação ao efeito Lula. O medo é que aconteça um fenômeno negativo com os candidatos que sejam identificados como inimigos do presidente.

Por isso, o fenômeno que está se registrando no Paraná, com Osmar exibindo abertamente o apoio do presidente e Beto reduzindo ao mínimo esse tipo de exposição, se repete no Brasil inteiro.

Matéria do jornal O Estado de S. Paulo mostra o quanto essa questão está ficando dramática para a candidatura de José Serra. “No primeiro dia do horário eleitoral gratuito dos candidatos a governador, o presidenciável do PSDB, José Serra, foi ignorado pela maioria dos aliados que dão sustentação a sua candidatura à Presidência. A candidata do PT, Dilma Rousseff, aparece logo depois do presidente Lula como a principal estrela nos filmetes”, diz a matéria.

“Levantamento feito nos programas na televisão que foram ao ar ontem, às 13 horas, em todos os Estados - exceto Rondônia - e no Distrito Federal, mostra que o tucano foi citado explicitamente, e uma única vez, por apenas um candidato: o paulista Geraldo Alckmin (PSDB)”, prossegue O Estado de S. Paulo.

A análise é muito parecida com aquela formulada pelo jornal Folha de S. Paulo sobre o mesmo tema. Na estréia da propaganda gratuita dos candidatos a governador, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, foi deixado de lado ou fez apenas aparições discretas nos programas de rádio e TV de seus aliados nos Estados. Já na propaganda dos candidatos da base do governo federal, o presidente Lula foi a principal estrela - e a presidenciável petista Dilma Rousseff, sua coadjuvante”, diz a Folha.

“Serra não teve sua imagem mostrada nem seu nome citado nas propagandas dos candidatos a governador Yeda Crusius (PSDB-RS), Joaquim Roriz (PSC-DF), Marcos Cals (PSDB-CE), Paulo Souto (DEM-BA) e Rosalba Ciarlini (DEM-RN). Em Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB) só mostrou imagens do tucano no programa da noite. O início da propaganda na TV coincide com o momento em que Serra aparece pela primeira vez atrás de Dilma em pesquisa Datafolha”, prossegue a Folha de S. Paulo.

O Paraná mereceu uma menção especial da Folha por ser um dos últimos Estados onde José Serra leva vantagem sobre Dilma Rousseff. Ainda assim, o jornal observa que o candidato tucano tomou cautelas ao mostrar o candidato presidencial com medo do contágio.

“No Paraná, o programa da tarde de Beto Richa (PSDB) só mostrou Serra em imagens de campanha. Mas, no programa da noite, exibiu depoimento do presidenciável”.

A avaliação dos cientistas políticos é que a situação de isolar Serra das campanhas estaduais pode provocar efeitos políticos importantes. Entre eles está o de precipitar ainda mais a queda do candidato presidencial tucano e alavancar a candidatura de Dilma, que passará a ser a única candidata a ter padrinhos.

Os candidatos que se beneficiarem do apoio de Lula tem, segundo a maioria das análises, tendência a se beneficiar dos altos índices de popularidade do presidente.

Osmar Dias conta com esse empuxo para dar uma arrancada e ganhar espaços preciosos em lugares onde sua candidatura leva desvantagem, como é o caso de Curitiba, onde seu adversário foi eleito prefeito duas vezes.

O candidato do PDT avalia que à medida que sua condição de candidato apoiado por Lula e a natureza de seu programa de governo for mais bem conhecida pelos eleitores ele terá ganhos políticos crescentes e poderá, em um período relativamente curto, tirar a dianteira de seu adversário. É só uma questão de tempo, avalia.


Fonte:HoraHNews

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Luiz Inácio e seu povo chegam a 2010 com motivos para dar boas gargalhadas.

POR EDUARDO GUIMARÃES


A vingança de Luiz Inácio




Luis Inácio deve estar saboreando cada segundo da mais completa rendição de José Serra, do PSDB e da mídia àquele que mais odeiam, ele mesmo, um pernambucano que, na idade adulta, converteu-se em Lula, de longe o presidente da República mais popular da história do Brasil.
Os supracitados adversários políticos de Luiz Inácio passaram décadas insultando esse homem de todas as formas. Chamaram-no de ladrão (mensalão), de beberrão (Larry Rohter), de apedeuta (Esgoto da Veja), de anta (Diogo Mainardi), de assassino (Folha no desastre da TAM), de estuprador (Folha e o “menino do MEP”)…
Uma geração inteira cresceu lendo e escutando Luiz Inácio ser insultado de todas as formas e acusado de tudo o que se possa imaginar.
Depois de Collor, em 1989, e de FHC, em 1994, em 2002 José Serra “ascendeu” ao posto máximo da direita contemporânea, o de “anti-Lula”. Desde então, não desceu mais do pódio. Esteve por trás de todos os ataques mais virulentos feitos ao presidente da República durante os últimos sete anos e tanto.
As relações do tucano com os agressores mais contundentes do primeiro mandatário da República são tão conhecidas que é possível achar até fotos dele na internet abraçado a alguns.
Durante a maior parte da década de 1990 até início dos anos 2000, Luis Inácio sempre foi comparado com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, intelectual de renome internacional que o derrotou em duas eleições seguidas. A superioridade de FHC sobre ele foi cantada em verso e prosa até o limite do insuportável nos discursos tucano-midiáticos.
Luiz Inácio e seu povo chegam a 2010 com motivos para dar boas gargalhadas. Os que insultaram o mais eminente político petista durante décadas e que o preteriram tantas vezes em favor de FHC, hoje têm que homenagear o antigo desafeto em seus programas eleitorais e que esconder o antigo favorito.
A vingança de Luiz Inácio não poderia ser mais doce.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Debate da Folha/UOL: só deu as mulheres

Via blog do Onipresente


Debate deixa Serra acuado, mas não terá impacto nas pesquisas

Debate deixa Serra acuado, mas não terá impacto nas pesquisas

A avaliação geral que se pode fazer do debate presidencial promovido pela Folha/UOL é que Marina Silva teve um desempenho bem melhor que no debate anterior, da Band; Dilma também melhorou e Serra, sob ataque das adversárias, derrapou feio.
Por Cláudio Gonzalez

Mas o impacto do desempenho dos candidatos nas próximas pesquisas de opinião deve ser nenhum. No debate da Band, Plinio de Arruda Sampaio –que não foi convidado para o debate da Folha/UOL-- também se saiu bem, criou uma onda na internet em torno de seu nome, mas nas pesquisas pós-debate, o candidato do PSOL não alcançou nem 1% das intenções de voto.
Neste debate de agora, o impacto na opinião pública deve ser ainda menor, já que a audiência da internet é muito menor que a de um canal de TV aberta e os que assistiram ao debate do UOL são, majoritariamente, pessoas com o voto já definido. Portanto, foi um debate que dificilmente influenciará o voto de algum eleitor.

Por outro lado, toda a repercussão gerada por um debate como o de hoje ajuda a dar munição política para as campanhas e reverberam em outras mídias.

Está fartamente disponível na internet, em diversos canais, a integra do debate, portanto não vale a pena aqui registrar o que cada candidato disse. Mais vale avaliar o desempenho de cada um e apontar as principais escorregadas e gols de placa que cada participante cometeu.

Dilma Rousseff: melhorando aos poucos

Estava visivelmente mais tranqüila que no debate da Bandeirantes. Mesmo assim, deu algumas escorregadas na retórica, com suas já tradicionais “paradinhas” para pensar no que está falando e algum descuido com a pronúncia correta das palavras. Mas nada que comprometa sua performance. Foi para o ataque quando era necessário revidar e manteve-se calma quando atacada. No geral, conseguiu reforçar sua estratégia de campanha: colar sua imagem no sucesso do governo Lula e mostrar-se como a gerente dos bons resultados alcançados pelo atual governo.

Ao poupar Marina, Dilma conseguiu estabelecer uma “dobradinha” com a candidata do PV e, assim, o alvo preferencial dos ataques de ambas passou a ser José Serra.

Dilma poderia ter explorado mais alguns temas, como o do “loteamento de cargos”, que Serra transformou numa bandeira de campanha, mas que pode ser facilmente desmascarada, é só revelar como estão distribuídos os cargos de confiança em São Paulo. A candidata petista também precisa aprender a ser menos técnica, menos numérica e arriscar um pouco mais no tom emocional, começar a lançar mão de exemplos mais ligados ao cotidiano do povo. Contar “causos” de pessoas beneficiadas pelas políticas de governo e não apenas números.

Três perguntas que poderiam ser potencialmente prejudiciais à candidata –sobre aborto, sobre ser uma candidata “improvisada” e sobre sua saúde pós tratamento contra o câncer-- acabaram dando margem para que Dilma mostrasse seu ponto de vista e afastasse boatos alimentados pela oposição. Foram três momentos importantes e bons para a petista no debate. Outro ótimo momento de Dilma foi quando ela tratou do tema saneamento, colocando Serra na parede.

Marina Silva: palavras bonitas ao vento

Ajudada pela platéia e com uma postura um pouco mais ofensiva, Marina superou a participação tacanha que teve no debate da Band e conseguiu se apresentar no debate de hoje com um número considerável de bons momentos, apesar de ter sido a candidata que mais extrapolou o tempo das respostas, sendo cortada em quase todas as vezes que teve a palavra. Porém, os bons momentos de Marina no debate não ajudaram a mudar um problema que está na raiz de sua candidatura: que é a vacilação entre ser situação ou ser oposição. Marina se esforça para tentar ser um meio-termo, uma terceira-via, mas não encontra público suficiente para sustentar este perfil.

Outro problema: suas propostas são idealistas demais. Ela diz o que seria ideal para o país, mas não consegue chegar nem perto de demonstrar como conseguir este mundo ideal na prática. A começar pela questão das alianças. Marina tem enfatizado, e fez isso várias vezes no debate de hoje, que Serra e Dilma possuem alianças nefastas, baseadas no fisiologismo. É um discurso que pode até convencer um ou outro eleitor menos politizado, mas quem entende minimamente de política sabe que alianças são fundamentais para vencer eleição e governar.
No debate de hoje, a candidata atacou Serra e Dilma, mas muito mais Serra. Caso sua performance se reverta em votos, eles serão tirados provavelmente da cesta do tucano. A fala de encerramento de Marina foi, sem dúvida, a melhor. Mas suas palavras bonitas, jogadas ao vento, parecem que estão sempre caindo no chão, sem alcançar os corações e mentes da parcelo do eleitorado que decide eleição. Marina cativa um setor da classe média, mas é uma parcela muito, muito pequena para fazer a diferença no processo eleitoral.

José Serra: agressividade além da medida

O tucano perdeu a linha. Foi agressivo num tom acima do que seria desejável num debate com duas adversárias mulheres. Chegou a ser patético assistir suas tentativas de estabelecer uma “dobradinha” com Marina, que não surtiu efeito nenhum. Pelo contrário, como dissemos acima, a candidata do PV escolheu o tucano como alvo principal.

Um dos poucos bons momentos de Serra foi quando ele atacou a política do “quanto pior melhor” do PT. Mas ao fazer isso, cometeu um erro estratégico: fez a crítica toda baseada em fatos do passado, do governo passado, sendo que no resto de debate ficou insistindo que sua adversária deveria olhar para o futuro e não para o “retrovisor”. Ao recorrer ao retrovisor para criticar o PT, Serra enfraqueceu seu próprio discurso.

Outro erro: criticou o Enem, exame no qual mais de 4,6 milhões de estudantes se inscreveram, e não ofereceu alternativa. Apenas apontou a suposta “desmoralização” do exame. Pode ser uma aposta arriscada: pode ganhar a simpatia dos estudantes temerosos com a segurança da prova, mas pode também afastar aqueles que passam a enxergar em Serra um inimigo do Enem.

A saúde, tema predileto do candidato, quase não compareceu no debate.

Jornalistas fizeram as piores perguntas

A estrutura do debate permitiu um confronto mais amplo entre os candidatos, sem muitas amarras. As perguntas dos internautas oscilaram entre perguntas interessantes e bem formuladas --como a dos pedágios, a das doações de campanha, da candidatura improvisada-- e perguntas fracas e/ou mal formuladas como a dos impostos, a da transparência do governo federal e sobre “apagão tecnológico”.

Já as perguntas dos jornalistas da Folha e UOL foram horríveis. Josias de Souza foi, de longe, o mais prolixo, teceu uma pergunta interminável, um erro grave para um profissional da informação. Mas ajudou a constranger Serra ao questionar sobre as alianças do tucano com “picaretas” do DEM e do PTB. A jornalista Renata Lo Prete fez a pergunta que qualquer ser pensante sabe que um candidato não deve responder: se marina apoiaria Dilma no segundo turno. É óbvio que Marina só poderia responder o que respondeu: que segundo turno discute-se no segundo turno. E, por fim, Rodrigo Flores, gerente-geral de notícias do UOL, questionou Dilma sobre o câncer que enfrentou no ano passado. Pareceu uma pergunta indelicada e mórbida, mas deu brecha para Dilma afastar mais este boato da oposição: de que sua saúde estaria comprometida.

Foi o primeiro debate quente entre os candidatos. Mas dificilmente terá grande repercussão na massa do eleitorado. Talvez a grande contribuição que o debate do UOL tenha dado para as campanhas foi mostrar que Serra não deve esperar muito dos debates, pois não será com isso que ele irá conseguir virar o jogo. Marina, por outro lado, pode tentar arrancar dos debates o fio de esperança que alavancaria sua empacada candidatura. E Dilma, ao não cometer erros, anula as tentativas da oposição de tentar desqualificar seu preparo para governar o país.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Dilma cada vez mais próxima da vitória

DO CONVERSA AFIADA


Dilma bate mais na Vox:
16 pontos à frente de Serra


Já que o Zé é hipocondríaco!
Saiu no Jornal da Band:

Dilma 45%.

Serra 29%.

Serra caiu abaixo os 30%

A diferença é de 16 pontos.

Vai dar dó.
Bye-bye Serra 2010.
Clique aqui para ler: “Globope apunhala Serra: Dilma 11 pontos na frente”

Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Vamos Paraná, vamos!

DO BLOG DO ESMAEL MORAIS


Campanha de Osmar na TV será ‘dura’, mas com ternura

* Programas de candidatos a governador somente na quarta
A produtora Boa Nova, contratada pela campanha de Osmar Dias, candidato ao governo do estado pelo PDT, guarda a sete chaves informações sobre como será a propaganda no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV que começará amanhã (terça, 17).
Embora sejam informações estratégicas, o blog conseguiu algumas pitadas preliminares. Não será nada ‘soft’. Na TV, Osmar adotará uma linha ‘dura’, mas com bastante ternura.
O programa do pedetista tende a ser propositivo. Ele deverá expor o plano de governo da coligação (PDT, PMDB, PT, PR, PSC e PCdoB) dando ênfase no combate ao crack como ação de Estado ativando rede parceiras para desintoxicar os usuários da droga.
A questão na segurança nas regiões de fronteira também será lembrada pelo candidato do PDT, que destacará um trabalho sintonizado com Dilma Rousseff (PT). A petista, segundo diversas pesquisas de opinião, deverá vencer a eleição no 1º turno.
Além disso, Osmar deverá defender a ampliação de programas de inclusão social que estão dando certo no Paraná e destacar o trabalho dele na área da agricultura.
Osmar Dias terá 6 minutos e 33 segundos no rádio e na TV.
Quando serão veiculadas as propagandas
Às segundas, quartas e sextas-feiras será veiculada a propaganda dos candidatos a governador (18 minutos), seguida dos programas de deputado estadual/distrital (17 minutos) e senador (15 minutos).
Já às terças, quintas e sábados será transmitida a propaganda de candidatos à Presidência (25 minutos) e, logo depois, a de deputado federal (25 minutos).
Com informações da Folha.com