sexta-feira, 23 de julho de 2010

A OPINIÃO DE MANO BROWN SOBRE SERRA

Via blog Olhar do Sertão

Mano Brown fala sobre o Zé:


PARA O ALTO E AVANTE... DILMA ABRE 8 PONTOS DE VANTAGEM


Via blog do Esmael Morais

Vox Populi aponta Dilma com 8 pontos a frente de Serra

da Folha.com
Dilma será a arma secreta de Osmar durante a campanha.
Pesquisa Vox Populi divulgada nesta sexta-feira mostra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com 41% das intenções de votos, oito a frente do candidato do PSDB, José Serra, com 33%.
Segundo a sondagem, encomendada pela TV Bandeirantes e pelo IG, Marina Silva (PV) está com 8% e José Maria Eymael (PSDC) tem 1%.
Os outros cinco candidatos não pontuaram. Os votos brancos e nulos somam 4% e 13% dos entrevistados estão indecisos.
Na pesquisa anterior, divulgada no dia 29 de junho, Dilma tinha 40% contra 35% de Serra e 8% de Marina. Os brancos e nulos eram 5% e os indecisos 11%.
Ainda segundo a pesquisa divulgada hoje, Dilma venceria Serra no segundo turno por 46% a 38%. Na espontânea, na qual os eleitores dizem em quem pretendem votar sem ver o nome dos candidatos, a petista tem 28%; o tucano, 21% e a verde, 4%.
Mesmo não sendo candidato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 4% e o candidato indicado por ele com 1%.
No Nordeste, Dilma tem 54% contra 24% de Serra e 5% de Marina. Já Serra conta com 39% na região Sul contra 35% da petista. No Sudeste, ele tem 36% contra 34% de Dilma.
O instituto afirma que Dilma tem 43% das intenções do eleitorado masculino contra 34% de Serra e 7% de Marina. No eleitorado feminino, Dilma tem 38%, Serra 32% e Marina 9%.
De acordo com a sondagem, Serra está na frente, dentro da margem de erro, entre os que ganham mais de cinco salários mínimos com 37% a 36% de Dilma e 11% de Marina.
A petista tem o menor índice de rejeição, 17%, contra 24% de Serra e 20% da senadora do PV.
Segundo o Vox Populi, 63% dos entrevistados conhecem bem ou tem algumas informações sobre Dilma enquanto Serra chega a 73%. Entre os que conhecem os candidatos só de nome Dilma tem 31% contra 24% do tucano.
O instituto ouviu 3.000 eleitores entre os dias 17 e 20 de julho. A pesquisa foi registrada junto no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 19.920/10. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.
Do blog Terror do Nordeste


Bird elogia o Brasil por reduzir a pobreza


A crise financeira global jogou 60 milhões de pessoas na pobreza em todo o mundo, estimou Robert Zoellick, diretor do Bird, o Banco Mundial, em seu discurso no México nesta quarta-feira. Ele elogiou o Brasil, pelo empenho em reduzir o número de pessoas nesta condição.

Na América Latina, cerca de 10 milhões de pessoas se situam abaixo da linha da pobreza. Do contingente, Ernesto Cordero, ministro da economia do México, acredita que 5,8 milhões são mexicanos. “A boa notícia é que houve muito progresso na redução da pobreza”, disse Zoellick. "A má notícia é que o sucesso [no combate à pobreza] ainda depende muito de progressos na China, Índia, México e Brasil. Ainda há problemas graves de pobreza, sobretudo na África subsaariana”.

Mesmo com o desempenho do Brasil, Zoellick apontou pontos a serem desenvolvidos por países latinoamericanos no combate à pobreza. Reduzir custos e entraves na abertura de empresas e exportação de produtos, e aumentar investimentos em infra-estrutura e educação.

Na visita ao Mexido, o diretor do Bird anunciou empréstimo de US$ 800 milhões ao país, para implementação o desenvolvimento da região e alavancar a infra-estrutura. Com informações da BBC Brasil.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A FARINHA E O MILHO

Do Tijolaço.com

Quando Serra vem, Dilma já foi
Dilma disse que crescimento econômico é porta de saída do Bolsa Família, onde Serra ainda quer entrar
Os tucanos passaram os últimos sete anos criticando o Bolsa Família. Diziam que o programa era assistencialista, eleitoreiro, populista, que dava o anzol e não ensinava a pescar e viviam aproveitando os desvios naturais de um projeto que atende 12 milhões de pessoas para apontar o dedo e dizerem: não falei?
Mas na hora da disputa eleitoral deram ré e passaram a apoiar o programa, declarar que não iriam exterminá-lo até chegar na heresia máxima de José Serra afirmar que iria dobrar o Bolsa Família, sendo pego na mentira pela incapacidade que teve, quando governador de São Paulo, de sequer viabilizar a logística para o cadastramento das famílias.
O que essa guinada tucana revela, acima de tudo, é que eles chegaram atrasados ao processo. Ou seja, falaram tanto de porta de saída para quem recebia os benefícios, e agora querem ampliar a porta de entrada. Já Dilma está olhando adiante como respondeu à sabatina do portal R7, da Record, quando perguntada como levar a população de renda mais baixa a sair do programa. “A porta de saída do Bolsa Família é o crescimento econômico”, afirmou Dilma, mostrando como pretende levar o Brasil a precisar cada vez menos de programas de complementação de renda. Como diz o jargão popular, quando Serra vem, Dilma já foi.
O compromisso de Dilma é tirar da pobreza quem ainda está nela e transformar o Brasil num país de classe média. O governo Lula já fez bastante nesse sentido, levando mais da metade do país a ser de classe média, com o crescimento econômico e a consequente migração do mercado informal para a economia formal.
Para garantir a continuidade do crescimento, Dilma está de olho na taxa de juros, que continua freando o país. Perguntada por internautas se iria baixar a taxa de juros, o que não poderia fazer com as regras atuais, citou as conquistas do governo Lula, como o crescimento sustentado, o controle da inflação e a queda do endividamento público para arrematar. “Não há nenhuma razão técnica para os juros não serem muito significativos”.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O CAMINHO SEM VOLTA DA IMPRENSA GOLPISTA


Do Blog do Escrevinhador - 

As fábulas sobre Dilma, e o erro de menosprezar Serra e a velha mídia


por Rodrigo Vianna
Os políticos tucanos e parte de seu eleitorado - especialmente os leitores mais desavisados de “Veja”, “O Globo” e outros que tais – aparentemente acreditaram em algumas fábulas sobre Dilma, espalhadas por “colunistas” e “analistas” durante a primeira fase de campanha (que se encerrou pouco antes da Copa do Mundo):
- ela não tem brilho próprio;
- ela não saberá se portar durante uma campanha, longe das asas de Lula.
- ela não conseguirá colar no prestígio de Lula e terá enorme dificuldade para passar de 15% nas pesquisas.
Tudo isso se mostrou falso. Os tucanos menosprezaram Dilma. E agora engrossam as o discurso terrorista de campanha, para tentar recuperar o terreno perdido.
Entre os petistas, de outro lado, há quem ameace embarcar na mesma trilha. Espalham-se em alguns setores, digamos, mais “militantes”,  fábulas sobre a candidatura Serra e seus aliados:
- Serra é um néscio, que não sabe o que faz;
- a campanha terrorista de Serra e seus aliados midiáticos não terá nenhum efeito;
- a mídia tradicional deixou de ter importância, e não terá força para impedir a vitória inexorável de Dilma.
Trata-se de um erro grave menosprezar os adversários. Ainda mais, adversários que não tem alternativa. Serra, derrotado, encerra a carreira (mesmo que o PSDB ganhe em São Paulo, o serrismo será varrido do mapa num possível governo estadual de Alckmin). Portanto, para o candidato tucano, trata-se de ganhar ou ganhar.
Alguns enxergam na tática serrista do terrorismo (FARC, narcotráfico etc) um puro sinal de desespero. É bem mais do que isso. Nos últimos meses, todos nós fomos bombardeados por emails lembrando o “passado terrorista de Dilma”. Foi algo disseminado de forma profissional, deliberada. Antes disso, a “Folha” já se havia prestado ao serviço de estampar a ficha falsa da candidata, em primeira página. Portanto, a atual fase de campanha (associar PT e Dilma às FARC) é apenas o desdobramento lógico das fases anteriores. Não é algo improvisado…
Isso basta pra ganhar eleição? Não. Ainda mais num cenário em que o PT conta com um presidente aprovado por quase 80% do eleitorado. Mas o terrorismo eleitoral pode ser importante para consolidar o voto anti-petista. Com isso, Serra pode garantir de 25% a 30% do eleitorado. O risco é que esses ataques façam aumentar a rejeição a Serra. Boa parte do eleitorado brasileiro não gosta disso.
No horário gratuito na TV, provavelmente, Serra vai evitar a tática de partir pra cima de Dilma com essa ferocidade. A experiência recente mostra que ataques diretos a um adversário acabam gerando rejeição – ainda mais na TV. Mas há o rádio, a internet e a imprensa amiga pra seguir fazendo  serviço…
Serra precisa manter-se competitivo, com alguma chance, até a reta final da eleição. E aí chego ao terceiro dos três pontos que ressaltei acima: engana-se quem acha que a mídia anti-Lula não terá papel a exercer na campanha contra Dilma. A mídia perdeu, sim, parte de sua força. Mas não toda a força. Em 2006, foi a campanha mdiática que levou a eleição para segundo turno – Marcos Coimbra, do Vox Populi, já mostrou isso de forma límpida.
Nessa eleição, a mídia impressa seguirá o roteiro de ataques implacáveis contra Dilma. Assim como Serra, essa gente não tem escolha: enveredou por um caminho sem volta.  
Essa mídia, talvez, não consiga garantir a vitória de Serra. Ainda mais porque a TV Globo (ao contrário do jornal, que é explícito) tende a manter-se na moita. A Globo não pode se dar ao luxo de voltar a ser carimbada como “anti-povo”, “golpista”…  Seria um risco enorme jogar a image da Globo numa campanha anti-lulista. Mas, se na reta final, a Globo sentir que há espaço para empurrar Sera ao segundo turno, não tenham dúvidas: vão repetir 2006! O método Ratzinger vai se revelar de novo implacável.
Por isso, os lulistas devem evitar o erro de menosprezar adversários que lutam pela sobrevivência - política, ou econômica – e que vão usar todas as armas numa guerra suja.
Essa não será uma eleição para quem tem estômago frágil.

O ADMIRÁVEL MUNDO NÃO TÃO NOVO

Do Fórum da Diversidade

Texto enviado pelo Prof. Bertô, por e-mail

O insustentável preconceito do ser!

Por Rosana Jatobá


Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos. Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:
- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!
-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.
-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.
-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?
-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.
-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.
-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar....
De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São
palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam
despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.
Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "Cabeça chata", outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.
Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.
Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:
-O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:
"O teu cabelo não nega, mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata, quero o teu amor".

"É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.
A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.
O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:
"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim: 'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).
Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém".
Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?
A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos" , mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:
- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social!
E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo? Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:
- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!
Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:
-Só podia ser loira!
Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:
- Só podia ser judeu!
A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia ...
Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem".
Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às
palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São
partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.
A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.
O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses
homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade. Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:
-Só podia ser mendigo!
No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:
-Só podia ser bandido!
Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo , no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.
PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos.
..
/ Rosana Jatobá é jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo. Também apresenta a Previsão do Tempo no Jornal Nacional, da Rede Globo. /
ESSE TEXTO é PARTE DA SéRIE DE CRôNICAS SOBRE SUSTENTABILIDADE PUBLICADA NA CBN

terça-feira, 20 de julho de 2010

O NOVO SER HUMANO... SERÁ???

 Via Tijolaço.com


Os valores do homem do século XXI, por Quino


O desenhista argentino Joaquin Salvador Lavado, mundialmente conhecido como o Quino, autor da famosíssima tira “Mafalda” resumiu, em oito quadrinhos,o dilema das mudanças de valores nas sociedades atuais.

COMO CONSTRUIR UMA DERROTA


Postura de perdedor


Por Eduardo Guimarães, em seu blog


Pelo que dizem as lendas, ao saber das declarações do garotão reacionário carioca, Dilma Rousseff deve ter tido vontade de lhe passar uma carraspana daquelas, tal como fizera no Congresso quando um homenzinho chamado A-gri-pi-no ajeitou a bola para ela chutar em seu gol.
Contudo, bem treinada por Lula para lidar com essa gente, Dilma manteve a compostura. É uma Dilminha paz e amor, a que estamos vendo. E sabem por que ela e Lula têm tanta paciência, deixando respostas menos duras do que o adequado para políticos de seu partido com menos a perder? É que quem está indo bem numa campanha eleitoral não tem que comprar briga nem bater boca.
E ainda melhor quando se tem um belo e óbvio discurso para responder a uma acusação energúmena como a de que o partido dela tem relações com o narcotráfico internacional. “O Brasil não merece um debate desse nível”, disse Dilma. Na mosca. Quem se surpreendeu com a tática “indígena” do playboy carioca que detesta mendigos, certamente viu, na fala de Dilma, aquilo que queria dizer e não sabia como.
Alguém pode imaginar uma forma mais idiota de levantar um debate público? Coisa de moleque… Nem a imprensa tucana perdoou. De Dora Kramer (talvez a mais serrista colunista do Estadão) a Fernando de Barros e Silva (o serrista relutante da Folha), ninguém perdoou.
Querem saber? Nessas horas, não sei se prefiro os que tentam manter a dignidade e reconhecer um absurdo do seu candidato, evitando uma desmoralização completa, ou aqueles que, como um Reinaldo Azevedo, ficam a buscar explicações para o inexplicável. Ou seja: explicação para alguém achar que uma acusação velha como essa, de que o PT é um partido de traficantes, iria tirar um único voto de Dilma.
O Reinaldo é um idiota? Claro que é, mas é um idiota autêntico. Talvez melhor um desses do que um falso honesto, que só não age como o idiota porque lhe sabe o tamanho descomunal da idiotice proferida.
Mas a postura do vice se coaduna com a do candidato. Serra não acusou Dilma, pessoalmente, de ter feito um “dossiê” contra ele? Então… Além de desleal, eles a chamam de traficante. O tal A-gri-pi-no fez escola.
Isso, sim, é postura de perdedor. Todo mundo sabe, no Brasil, que candidato que fica nervoso e ataca é aquele que está perdendo. E por que quem está perdendo ataca? Porque atacar funciona . Eleições já foram vencidas assim. Lula que o diga. Por várias vezes esteve na frente, nas eleições que disputou antes de se eleger, e caiu ante os ataques do adversário.
Só que esses ataques precisam de verossimilhança. Era fácil associar aquele homem de cabelos e barbas negros e com cara de zangado a um risco para a sociedade. Lula tinha uma aparência destemperada. Particularmente, divido a vida política dele em antes e depois dos cabelos e da barba embranquecerem. A idade fez um bem enorme à aparência de Lula, tanto quanto à sua experiência.
Serra sabe que está perdendo a eleição e tenta a tática dos que estão em desvantagem numa disputa eleitoral, a de oferecer boas razões para o eleitorado não votar no adversário.
Mas essa tática necessita de um elemento que, se não estiver presente, não funciona. Marta Suplicy, por exemplo, parece mesmo uma dondoca dos Jardins, mesmo sendo alguém que governou o tempo todo para os mais pobres. E ela de fato onerou o contribuinte paulistano, mesmo tendo usado bem o dinheiro.
Se o benefício que medidas impopulares de um governante não existem ou ainda não chegaram, é fácil derrubar-lhe a imagem usando-as. Tem que atacar, nesse caso.
O diabo, para Serra, é que não há muito o que atacar neste governo. Não porque tenha resolvido tudo e a vida, no Brasil, tenha se tornado igual à vida na Suíça. É porque tem muita coisa que ainda não está boa, mas, pela primeira vez na vida da maioria dos brasileiros, está tudo melhor.
Renda, emprego, educação, saúde, segurança, transporte e, mais do que tudo, a imagem que o brasileiro tem de si mesmo.
Tem coisa que melhorou pouco. Segurança e saúde, por exemplo. Só que, nesse caso, dá pra dividir (bem) a responsabilidade pelo problema com os governos municipais e estaduais.
Mas dinheiro no bolso, ah, isso as pessoas notam. Emprego novo, filho na faculdade – muitas vezes, o primeiro universitário da família –, salário maior…
Até concordo que Serra tenha que atacar. Essa foi a “adversidade” que Dilma citou, ao criticar o nível do ataque do bad boy carioca.
Apesar de a mídia tentar esconder a crise crescente na campanha de Serra, essa sua sangria de intenções de votos continua lenta e inexorável, Dilma sabe e nós, aqui, sabemos que Serra está indo de mal a pior, e que escolher aquele moleque para vice foi a maior bobagem que fez, pois o eleitorado sabe muito bem que vices podem virar presidentes.
Enfim, como já disse, a postura de Serra é a de perdedor. Ataca porque tenta o tudo ou nada. Enquanto ataca, sua rejeição cresce, aproximando-se, perigosamente, do ponto de não-retorno.

Se alguém tinha alguma dúvida, aí está a prova



O real da miséria e a miséria do Real

Na trajetória dos últimos 18 anos, só o governo Lula reduziu a pobreza de forma contínua e acentuada. Itamar e FHC tiveram, cada qual, apenas 1 ano de efetiva redução da pobreza: Itamar (que teve pouco mais de 2 anos de governo), em seu último ano (1994), e FHC, em seu primeiro ano (1995). Os números desmentem categoricamente a afirmação de que a miséria e as desigualdades no Brasil vêm caindo “desde o Plano Real”, como é comum encontrar inclusive entre analistas econômicos. O artigo é de Antônio Lassance.
O gráfico acima merece ser emoldurado. Ele representa os avanços que o Brasil alcançou até o momento na luta pela redução da miséria.

Antes de mais nada, é preciso dar os devidos créditos. O gráfico tem como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), colhidos, organizados e divulgados pelo IBGE. São sistematicamente trabalhados pelo IPEA, que tem grandes estudiosos sobre o tema da pobreza, assim como pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas-RJ. 

Graças a esses estudos se pode, hoje, visualizar se estamos avançando ou retrocedendo; se o Brasil está resgatando seus pobres ou produzindo quantidades cada vez maiores de pessoas que ganham menos que o estritamente necessário para sobreviver; gente que se encontra sob situação de insegurança e vulnerabilidade. 

Os números e a trajetória que os liga permitem não só uma fotografia da miséria, mas também um retrato do que os governos fizeram a esse respeito. Serve até de exame para um diagnóstico do bem estar ou do mal estar que as políticas econômicas podem causar à nossa sociedade.

Descritivamente: esta linha sinuosa decresce em ritmo forte em 1994 e 1995, quando estaciona. Depois de 1995, a queda deixa de ter continuidade e, salvo pequenas oscilações, os patamares de miséria ficam estáveis pelos sete anos seguintes, até 2002. Depois de 2003, ocorre uma nova trajetória descendente e, desta vez, sustentada, pois se mantém em queda ao longo de sete anos.

Na trajetória dos últimos 18 anos, só o governo Lula reduziu a pobreza de forma contínua e acentuada. Itamar e FHC tiveram, cada qual, apenas 1 ano de efetiva redução da pobreza: Itamar (que teve pouco mais de 2 anos de governo), em seu último ano (1994), e FHC, em seu primeiro ano (1995).
O gráfico desmente categoricamente a afirmação de que a miséria e as desigualdades no Brasil vêm caindo “desde o Plano Real”, como é comum encontrar inclusive entre analistas econômicos, principalmente aqueles que são mais entusiastas do que analistas e, a cada 5 anos, comemoram o aniversário do plano como se fosse alguém da família. 

O Plano Real conseguiu reduzir a miséria apenas pelo efeito imediato e inicial de retirar do cenário econômico aquilo que é conhecido como “imposto inflacionário”: o desconto compulsório, que afeta sobretudo as camadas mais pobres, ao devorar seus rendimentos. Retirar a inflação do meio do caminho foi importante, mas insuficiente.

No governo FHC, a miséria alcançou um ponto de estagnação. Uma estagnação perversa, que deu origem, por exemplo, à teoria segundo a qual muitos brasileiros seriam “inimpregáveis”. Para o discurso oficial, o problema da miséria entre uma parte dos brasileiros estaria, imaginem, nos próprios brasileiros. A expressão era um claro sinônimo de “imprestáveis”: pessoas que não tinham lugar no crescimento pífio daqueles 8 anos. Era um recado a milhões de pessoas, do tipo: "não há nada que o governo possa fazer por vocês". "Se virem!"

O governo Lula iniciou uma nova curva descendente da miséria no Brasil e a intensificou. Sua trajetória inicial foi mais íngrime do que a verificada no início do Plano Real e, mais importante, ela se manteve em declínio ao longo do tempo. Por trás dos números e da linha torta, está o regate de milhões de brasileiros.

A razão que explica essa trajetória está no conjunto de políticas sociais implementadas por Lula, como o Fome Zero, o Bolsa Família, a bancarização e os programas da agricultura familiar, além da melhoria e ampliação da cobertura da Previdência. 

No campo econômico, além de proteger as camadas sociais mais pobres da volta do imposto inflacionário (estabilidade macroeconômica), houve uma política sistemática de elevação do salário mínimo e, a partir de 2004, patamares mais significativos de crescimento econômico, com destaque nas regiões mais pobres, que cresceram em ritmo superior à média nacional - em alguns casos, superior ao ritmo chinês.

O governo FHC, sem políticas sociais robustas e integradas e com índices sofríveis de crescimento econômico, exibiu uma perversa estabilidade da miséria. Se lembrarmos bem, ao final de seu mandato, a economia projetava inflação de dois dígitos, os juros (Selic) superavam os 21% ao ano (haviam batido em 44,95% em 1999), a crise da desvalorização cambial fizera o dólar disparar, as reservas estavam zeradas e o País precisara do FMI como avalista. Por isso se pode dizer que a característica principal do Governo FHC não foi propriamente a estabilidade macroeconômica. Foi o ajuste fiscal e a estabilidade da miséria.

Por sua vez, a tríade crescimento, estabilidade e redução da miséria, prometida por Lula na campanha de 2002, aconteceu. Se alguém tinha alguma dúvida, aí está a prova. 

(*) Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

CONFRATERNIZAÇÃO

Do blog Liberdade Aqui


ESCOLA MUNICIPAL LEÔNIDAS PONTES PROMOVE CONFRATERNIZAÇÃO ENTRE OS ALUNOS E EDUCADORES DA EJA E DO PROGRAMA PARANÁ ALFABETIZADO COM UMA LINDA FESTA JULINA.

Confraternização na Escola Leônidas Pontes
Na última quinta-feira, 15/07/2010, a Escola Municipal Leônidas Pontes promoveu uma importante confraternização entre alunos e educadores da EJA (Educação de Jovens e Adultos) e do Programa Paraná Alfabetizado, com uma grandiosa festa julina, nas dependências da própria escola.
Nem a chuva, que caiu torrencialmente durante o dia todo, e nem o frio, bastante acentuado à noite, fizeram diminuir o entusiasmo dos envolvidos nesse belo evento.
Assim que todos já se encontravam acomodados, a diretora da escola, Prof. Leda Maria Bozelli, deu as boas-vindas e agradeceu a presença de todos, enfatizando sua alegria em ver tanta gente na festa, pois dá ainda mais estímulo para continuar trabalhando em prol da educação. A diretora também falou em nome da Secretária Municipal de Educação e Cultura, Prof. Sandra Regina Lunardelli Barichello, que não pode estar presente à festa em virtude de compromisso assumido anteriormente.
Em seguida a diretora convidou o Prof. Leandro Ap. dos Santos, Representante da Documentação Escolar/ NRE de C. Procópio, para falar aos presentes. Ele saudou a todos e reiterou sua alegria em participar dessa importante confraternização, pois como bem afirmou o professor, a educação vai muito além da sala de aula, e são em momentos assim que se torna possível aproximar ainda mais do convívio e da realidade dos educandos.
Confraternização Escola Leônidas Pontes
Após os “discursos” foi dado início às festividades, sendo servida uma saborosa canja e deliciosas bebidas. Também foram servidos doces, bolos, pipoca, acompanhados de ótimas músicas alusivas à ocasião.
Houve ainda muitas brincadeiras e um divertido bingo em que os sortudos ganharam vários presentes. E encerrando a confraternização, como não poderia faltar, os alunos e educadores puderam participar de uma animadíssima quadrilha de São João.
A Escola Leônidas Pontes está realmente de parabéns pela iniciativa, de proporcionar momentos tão significativos à comunidade escolar.
Confraternização Escola Leônidas Pontes