domingo, 5 de setembro de 2010

Nulidade

Via blog Terror do Nordeste



A Serra o que é de Serra: nada


Por Flávio Aguiar, Carta Maior - de Berlim

Na mídia européia aumentou o número de referências a que Dilma Roussef pode ganhar no primeiro turno. De Portugal à Alemanha, do Reino Unido à França, comenta-se a possibilidade.

Às vezes isso desagrada. Para comentaristas conservadores, Dilma é uma “estatista” convicta, mais do que Lula. Isso é uma dor de cabeça. O governo Lula tirou o Brasil da crise financeira rapidamente e com pouco dano porque está fazendo o contrário do que os economistas e governos conservadores – sejam social-democratas ou democrata-cristãos – estão pregando e fazendo.

Para montar o fundo de reserva para proteger o euro – e antes, ainda, para impedir que a bancarrota da Grécia arrastasse consigo os bancos alemães e franceses credores, o que faria a Europa inteira virar um Titanic e bater no iceberg de suas insolvências nacionais – tiveram de recorrer ao FMI. Mais: às receitas do FMI. A Europa virou uma gigantesca Argentina do século passado.

E passaram a foice nos direitos de trabalhadores, pensionistas, aposentados, usuários de programas sociais, etc., com danos que serão sentidos nas próximas gerações. Por exemplo: a Itália acabou com um programa chamado “professores de rua”, que colocava educadores nas ruas, no sul do país, para convencer jovens a sair da tentaçào da máfia e do narcotráfico e voltar para a escola. O dano vai ser enorme.

A Alemanha cortou a renda que o governo dava às mães solteiras. O dano também vai ser enorme.

E ainda caíram de martelo em cima dos salários, partcularmente do setor público. O dano também vai ser enorme.

Mas saudando números, economistas e comentaristas conservadores deliram porque a Alemanha “dá mostras de recuperação e puxa a economia européia para cima”. Claro, graças a exportações bilionárias para a China. O poder aquisitivo interno está evaporado. Aposta-se em que as exportações farão cair o nível de desemprego. Quosque tandem? Até quando? Aí cai-se na reza para que a China continue crescendo, e apostando também no seu mercado interno.

Mas acontece que no meio do caminho tem o Brasil, tem o Brasil no meio do caminho. Adotando uma saída do tipo da Malásia, que no século passado, quando da crise da dívida externa no Sudeste Asiático fez tudo o contrário do que o FMI queria, e saiu-se bem, ao contrário da Indonésia, da Tailândia, até da Coréia do Sul, o Brasil “investiu em investimentos”, continuou melhorando salários, subsidiou a linha branca, etc., vocês aí devem conhecer as soluções melhor do que eu, aqui de longe, apesar da internet. O que fazer com o Brasil? Essa é uma pergunta alarmante no cenário internacional para as ortodoxias econômicas.

A esperança era José Serra. Uma virada que reintegrasse o Brasil na ortodoxia mais roxa que pano de quaresma e meia de cardeal. Não está dando certo. Por quê?

Porque Serra nada tem a oferecer. Os comentários da mídia a que aludi acima são expressivos. Porque aí vem a emenda, que para o arraial serrista é pior do que o soneto. A mesma mídia que cautelosamente aponta a possibilidade da vitória de Dilma, assinala que só um fato novo poderia virar o quadro, nem que flosse para jogar tudo para o segundo turno. Mas diz – como no caso da The Economist - esse fato novo só pode ser algo como uma denúncia que vire a mesa. Ou seja, de Serra, na verdade, nada se espera. Como dizia o Barão de Itararé: ali donde nada se espera, é que não sai nada mesmo. O The Guardian chegou a dizer que o programa de TV de Dilma arrasa com o de Serra.

Serra perdeu a voz, a vez, está mal no santinho, na paróquia, etc. Só não perdeu o grito. Dilma disse muito bem que eleição se ganha no voto, não em pesquisa. Mas há quem queira ganhar no grito, já que não tem outro recurso. E com ajuda da gritalhada da mídia conservadora brasileira, claro.

Acontece que, no caso das quebras de sigilo, o tribunal eleitoral não aceitou a denúncia contra Dilma, por falta de provas. Mais cedo ou mais tarde, isso vai prevalecer sobre a gritaria, as conjeturas, as hipóteses, as contra-hipóteses, as teses abstrusas, esse mar de lama em que se tenta sufocar a eleição brasileira e o debate das propostas. Porque um lado – o de Serra – não tem propostas que possa apresentar, só as que não pode apresentar, que envolvem a demolição dos direitos conquistados e exercidos pelo povo brasileiro nos últimos anos.

Querem nos transformar numa nova Grécia.

Esconjuro. A Serra o que é de Serra: nada.

Flávio Aguiar é correspondente internacional da agência Carta Maior em Berlim.

sábado, 4 de setembro de 2010

Vox Populi/IG/Band: Dilma 53%, Serra 24%, Marina 8%

Do Tijolaço.com



Mais um bom sinal de que o factóide dos sigilos fiscais não está provocando efeitos. No quarto dia das medições do tracking Vox Populi/Band/IG, Dilma subiu um ponto em relação a sexta-feira, chegando a 53%, e Serra se manteve nos 24% do dia anterior. Com isso, a diferença entre os dois subiu para 29 pontos.
Marina também estacionou nos 8% de sexta-feira; brancos e nulos somam 4%, indecisos são 10%, um ponto a menos que no levantamento do dia anterior, e os demais candidatos têm 1%. A pesquisa, publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 entrevistados.
Dilma também foi a única a variar na pesquisa espontânea, passando de 41% para 42% das intenções de voto. Serra tem 19% e Marina, 6%.
Dilma mantém a liderança em todos as regiões do país e vem ampliando sua vantagem. Na região Nordeste, a que mais lhe favorece, subiu de 68% para 70%, enquanto Serra continuou em 15%. Na região Sul, onde tem sua menor vantagem, Dilma passou de 47% na sexta-feira para 49%, e Serra oscilou negativamente de 31% para 30%.

“Companheiro é aquele que luta lado a lado na mesma trincheira, o resto é traíra”

Do blog do Esmael Morais


“Só vai aparecer na tevê quem pedir voto para Osmar”, avisa Beraldin

* Medida começa valer já na próxima semana
Neivo: tevê só para os fiéis.
O deputado estadual Neivo Beraldi (PDT), figura de proa na campanha do correligionário Osmar Dias, deu um recado curto e grosso na manhã deste sábado (4) durante inauguração do comitê da Educação/Nova SUDE:
“Só vai aparecer na tevê o candidato pedir voto para o Osmar”, disse o parlamentar, um dos coordenadores da campanha do pedetista ao governo do estado.
Mais. Beraldin adiantou que candidatos a deputado que forem flagrados na campanha com o adversário Beto Richa (PSDB) serão defenestrados politicamente.
“Companheiro é aquele que luta lado a lado na mesma trincheira, o resto é traíra”, sentenciou o deputado do PDT, que prevê medidas mais duras, além de cortar os candidatos do programa eleitoral no rádio e na tevê.

Eterno golpista da Globo lamentando o erro do candidato das elites

Do blog do Miguel do Rosário


Escrevendo em pé

Descobri há pouco que Ernest Hemingway, ao menos quando morou em sua chácara cubana, escrevia em pé. Comentei isso no Twitter e lembraram-me que Fernando Pessoa também o fazia. Resolvi copiar essa prática, pois tenho trabalhado demais sentado e isso prejudica minha saúde.

Bem, vamos ao que interessa. Aparentemente a campanha de Serra lançou-se ao pote de maneira afobada e se estrepou: o TSE arquivou a ação perpetrada contra Dilma. Com isso, os tucanos passaram recibo de desespero e mau caratismo eleitoral. Ainda é cedo para comemorar, pois eles podem recorrer, ou podem vir com novas artimanhas. Mesmo assim, levaram um gol e isso merece, no mínimo, um respiro de alívio.

Merval Pereira, um golpista dos anos 60 reencarnado nos dias de hoje, que apoiou o golpe em Honduras em 2009 e mostra-se ansioso por algo parecido no Brasil, admitiu que PSDB, DEM e PPS cometeram um erro estratégico ao entrarem com uma ação inepta no TSE contra Dilma.


Ocorre que não foi um erro "estratégico" e sim um imperdoável desrespeito à democracia. Eleições devem ser vencidas no voto e a postura de Serra produziu, ao menos por algumas horas, um desconforto e um temor incompatíveis com o momento de estabilidade política vivido pelo Brasil.

Ontem de noite, no Jornal da Globo, assisti a uma cena estarrecedora. Inacreditavelmente, Serra citou pela enésima vez os tais "blogs sujos", mas desta vez, nomeou um deles, Os amigos do presidente Lula. O tucano envolveu o blog na violação do sigilo de sua filha. É uma mentira sem tamanho e ao mesmo tempo revela desespero, ignorância, truculência e uma estupidez sem limites. Serra não sabe o que é internet. Não sabe que as informações correm livres e o tempo da obscuridade acabou. Os dados referentes a Verônica Serra não continham nenhum sigilo fiscal, eram documentos públicos disponíveis na web.

É incrível, amigos. Eu vinha me recusando a ter essa visão exagerada de nossa importância na campanha. Mas Serra está passando recibo. A gente está fazendo diferença! A partir do momento em que a figura mais poderosa da oposição ocupa os principais telejornais do país para bater boca com blogs singelos, feitos pessoas sem recursos, isso prova que estamos incomodando!

O mais ridículo, no entanto, é Serra ter chamado os Amigos do Presidente Lula de blog "semi-oficial", alegando para isso o fato do presidente ter enviado cartinha de feliz aniversário. Vixe Maria! Serra não tem amigo nenhum e agora assina um recibo (outro) de inveja! O blog Amigos do Serra, mesmo sendo patrocinado pelo PSDB, saiu do ar! Sugiro fortemente a leitura dareação do Amigos do Presidente à truculência de Serra.

Aiaiaia, mas mudemos de assunto porque hoje a coisa tá feia. O editorial do Globo de hoje faz uma série de acusações exageradas contra o PT, mostrando que os jornalões (Folha, Estadão e Globo) resolveram iniciar uma ofensiva midiática pesada para tentar conter a "onda vermelha". A estratégia nem sequer é disfarçada. Visa abertamente produzir um factóide com impacto eleitoral. Se não tem poder de determinar os rumos da eleição nacional, ao menos pode reduzir os danos em São Paulo, onde a mídia oposicionista tem mais influência:


(Panorama Político, O Globo, 03/09/2010)

O governo patrocinou uma ação brilhante pela qual elevará a participação estatal nas ações da Petrobrás, de 26% para 40% (se não me engano, depois confirmo esses valores), reduzindo em parte a entrega de nosso patrimônio aos estrangeiros feita por FHC nos anos 90, e o Globo, naturalmente, chiou, em editorial cujo título diz tudo: "Ideologia atrapalha bom momento da Petrobrás". O jornal omite, porém, que foi essa mesma ideologia, nacionalista, que fez a Petrobrás nascer e que a salvou da privatização tentada na era fernandista. Nos anos 50, a direita, com apoio histérico do Globo, fez de tudo para impedir a criação da Petrobrás. A iniciativa era tratada, em editoriais, como um imperdoável disperdício de verba pública e uma aventura estimulada por pura "ideologia". A mesma coisa que falam hoje. Pois bem, o próprio editorial do Globo admite, no entanto, que a Petrobrás será responsável por 40% de todo investimento realizado no Brasil durante os próximos anos.

Diante da avalanche de mensagens furiosas contra o golpismo tucano, a seção de Cartas da edição impressa do Globo resolveu dar um pouco de pluralidade, provando que a internet abriu uma fissura definitiva no bunker até então surdo e hermético de Ali Kamel. Em meio as opiniões antipetistas de sempre, imiscuem-se diversas cartas com duras acusações ao golpismo tucano. Será que o Globo lembrou-se que a maioria da população do Rio de Janeiro (inclusive a elite que assina jornais) votará em Dilma?



Atella, o tal sujeito que obteve a declaração de receita de Verônica Serra com uma procuração falsificada, fez uma observação (na entrevista que deu ao Globo ontem) que passou despercebida por quase todo mundo:

Quanto o senhor cobraria se lhe pedisse para buscar minhas declarações do IR?

ATELLA: Eu cobraria do senhor R$100 por este serviço, pode ser? O senhor precisa passar a senha digital e o código, que eu emito (o documento) para o senhor. Você só precisa ir à Receita Federal, colocar os meus dados, autorizando que eu estou emitindo para o senhor. O senhor vai me dar uma procuração eletrônica. Mas, naquela época, não era assim.

Ou seja, com a informatização da Receita, introduziu-se um mecanismo que impede a quebra do sigilo fiscal de um cidadão pelo mesmo método usado por Atella.

No Globo de hoje, encontrei outra pérola:

Em entrevista à rádio Jovem Pan, Serra afirmou:

- Esses blogs sujos de internet que o PT aluga, tantos jornalistas de aluguel que eles têm há tanto tempo.

Incrível, né? Serra agora está obcecado por atacar os "blogs sujos". Sem colhões para atacar Lula, procura intimidar blogueiros. Que cara patético. Que desclassificado. Que desrespeito com a blogosfera. Lula foi atacado por anos a fio. Acusaram seu filho. Seu irmão. Nunca se viu Lula repetindo obcecadamente, em entrevistas para rádios, jornais e TV, que a mídia era "suja". Ele tinha a sensatez de atacar a oposição, não os jornalistas. Serra, covarde, em vez de atacar seus adversários políticos, que tem voz na grande imprensa e tem a máquina partidária a sua disposição, parte para cima de blogueiros anônimos, pobres e indefesos. É um animal!

Na mesma matéria:

- A Receita, na verdade, está sendo prejudicada pela ação de arapongas do PT que procuram instrumentalizar órgãos do governo com vistas a suas propostas político-eleitorais - afirmou Serra, após reunião com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em São Paulo.

Sinceramente, a sintaxe destas frases parece originar-se de um maluco de hospício.

A burrice de Serra não tem limites. Em sua propaganda eleitoral, gastou-se um tempo enorme mostrando Collor num palanque pedindo votos para Dilma Rousseff. Ora, com isso, Serra usou seu tempo de TV para beneficiar Collor em Alagoas e prejudicar o seu próprio candidato, o governador tucano Teotônio Vilela, que disputa a reeleição. Os eleitores alagoanos que votam em Dilma (maioria) e viram a propaganda certamente sentir-se-ão inclinados a votar no senador collorido. E os eleitores de Collor (são muitos no estado, infelizmente) que estavam indecisos sentir-se-ão inclinados, por sua vez, a votarem em Dilma. Mais um lance de "jênio"!

Dilma não pode impedir que as pessoas peçam votos para ela, mormente senadores da república e políticos com grande poder eleitoral. Seria contrariar a lógica, que é, aliás, o que Serra vem mais fazendo nessa eleição.

O bunker tucano ruiu mesmo. Fernando de Barros e Silva, colunista da Folha,criticou duramente (claro que antes e depois de xingar o PT) a decisão tucana de usar a violação do sigilo como pretexto para impugnar a candidatura de Dilma:

Ao ir à Justiça Eleitoral para impugnar a candidatura Dilma, Serra se agarra ao escândalo como tábua de salvação para chegar ao segundo turno. Não se trata de "incriminar a vítima", mas de expor os interesses de seu açodamento.

Por fim, vale registrar que a suspeita de que a violação do sigilo da filha do Serra seria fruto de uma guerra intra-tucana entre o grupo de Aécio Neves e José Serra continua a circular na internet. Claudio Humberto, fofoqueiro-mor da República, antipetista, reproduziu a suspeita em seu blog:


Naturalmente não se pode confiar em Claudio Humberto, mas a história ao menos é plausível, visto que Aécio e Serra, em setembro de 2009, viviam o apogeu de uma guerra intestina pela vaga de candidato à presidente da República. Marco Aurélio Weissheimer também escreve sobre isso.

Também gostaria de registrar informações divulgadas hoje pelo editorial de capa do site Carta Maior, até para terminar esse interminável post com um astral positivo:

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Maré favorável ao PT e aos aliados se reproduz nas eleições para governador

Do Vi o Mundo


A maré alta do PT, segundo o Valor

Tendência é de votação superior à de Lula em 2002 e 2006
Cristian Klein, de São Paulo
A disparada de Dilma Rousseff nas pesquisas divulgadas no fim de semana, além de desenhar uma vitória governista no primeiro turno, revela um fenômeno pouco previsível até o início da campanha. A candidata desconhecida da maioria da população, que nunca concorreu a um cargo eletivo, mas foi escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sucedê-lo, já teria hoje uma votação maior do que a de seu padrinho político. Mais: a candidatura Dilma retomou todos os Estados perdidos para a oposição na eleição de 2006, numa repetição da chamada “onda vermelha” de 2002, só que ainda mais forte. De acordo com levantamento feito pelo Valor, na maioria dos Estados nordestinos, por exemplo, o PT está aumentando largamente a vantagem sobre o PSDB obtida nas eleições de 2002 e 2006, num desempenho mais semelhante a uma bola de neve do que ao de uma onda.
Com os 59% de preferência dos votos válidos, verificados na última pesquisa Ibope, Dilma Rousseff – projetados os índices estáveis de comparecimento e votos válidos das últimas eleições – já teria pelo menos 60 milhões de votos. No segundo turno de 2006, Lula amealhou 58.295.042 de votos, marca histórica em disputas presidenciais no país.
Se a eleição fosse hoje – considerando um total de 101.853.325 de votos válidos (equivalente à taxa verificada nos últimos pleitos, de 75% do total de aptos a votar, que serão 135.804.433) – Dilma ultrapassaria o recorde, com 60.093.462 de votos. Seria um feito, mesmo considerando que houve crescimento do eleitorado, pois a petista obteria a marca já no primeiro turno, quando há mais concorrentes na disputa.
A façanha pode ser ainda maior em termos percentuais. Neste caso, o apoio a Lula no segundo turno, em 2006, foi de 60,8% e, em 2002, ainda maior, de 61,3%. Dilma Rousseff está com 59%, mas, segundo o Ibope, 12% do eleitorado ainda não sabe que a candidata é apoiada pelo presidente. Ou seja, há uma margem de crescimento que poria Dilma à frente de seu fiador.
Isso mostra que a ex-ministra-chefe da Casa Civil, apesar da inexperiência política e da falta de recall eleitoral, não atrapalhou a transferência de apoio de Lula para a sua candidatura. Pelo contrário. A tão debatida capacidade de o presidente transferir votos para sua apadrinhada ocorre numa escala que supera qualquer prognóstico feito no ano passado.
É o que se verifica quando são analisados os dados referentes às intenções de voto para a candidata do governo e para seu adversário da oposição, José Serra (PSDB), em relação aos resultados das disputas entre petistas e tucanos, em cada unidade da federação, nas últimas eleições.
Lula, Dilma, PT e a aliança reforçada agora pelo PMDB estão retomando regiões inteiras perdidas no pleito pós-mensalão de 2006. É o caso dos Estados do Sul e do Centro-Oeste, e de São Paulo. Nestas regiões, grandes desvantagens de votos de Lula para o então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin – algumas de até 23 pontos percentuais, como em Santa Catarina – podem se converter, de acordo com as últimas pesquisas do Ibope nos estados, em dianteira de 13 pontos percentuais, em Goiás, e de até 25, como no Distrito Federal.
Em São Paulo, a desvantagem de 17 pontos percentuais entre Lula e Alckmin, em 2006 – que representou uma diferença de quase 4 milhões de votos – agora gira em torno de 8 pontos a favor de Dilma em relação a Serra.
Nestes Estados, há uma virada do jogo em territórios tradicionalmente mais férteis ao PSDB. Já no Nordeste, a candidatura Dilma está ampliando fortemente o apoio já obtido nas eleições de 2002 e 2006. Alagoas é um caso exemplar. Única unidade da federação vencida pelos tucanos em 2002, por uma pequena margem de diferença, de menos de um ponto percentual, o Estado, quatro anos depois, deu uma vantagem de 8,8% para Lula. Agora, a candidatura Dilma já abre uma diferença de 42 pontos em relação a Serra. Em outros Estados, como Bahia, Pernambuco e Piauí, a petista tem a perspectiva de ampliar em mais de 10 pontos o apoio recebido por Lula em 2006.
No Rio de Janeiro, a vantagem para os tucanos aumentou de 20 para 50 pontos. Em Minas Gerais, a diferença subiu de 10 para 31.
*****
Continuísmo atinge eleição para governador
A maré favorável ao PT e aos aliados se reproduz nas eleições para governador. Candidatos apoiados pelo governo federal lideram em 13 estados. Concorrentes oposicionistas estão à frente em sete disputas e em outros sete estados a situação é de empate.
Na maior parte dos Estados, há uma correspondência entre a eleição presidencial e as regionais. Onde Dilma tem preferência maior do eleitorado, candidatos apoiados pelo governo federal estão liderando. As exceções mais notáveis são o Pará, onde Simão Jatene (PSDB) está à frente e desafia a reeleição de Ana Julia Carepa (PT), e o Rio Grande do Norte, onde Rosalba Ciarlini (DEM) está batendo nas pesquisas Iberê (PSB), também candidato à reeleição.
Estas, no entanto, também são exceções quando se observa como estão as chances dos atuais mandatários. A maioria dos governadores que tentam a reeleição deve confirmar o favoritismo. Além de Iberê, apenas Yeda Crusius (PSDB), no Rio Grande do Sul, tem chances remotas. Dos 20 governadores que tentam novo mandato, 10 lideram com folga e outros oito estão numa disputa mais acirrada pela manutenção da cadeira.
Dos 10 com larga vantagem para a reeleição, cinco são do PMDB – Roseana Sarney (MA), André Puccinelli (MS), José Maranhão (PB), Sérgio Cabral (RJ) e Carlos Gaguim (TO) -; outros dois são do PT – Jaques Wagner (BA) e Marcelo Déda (SE) – e dois são do PSB – Cid Gomes (CE) e Eduardo Campos (PE).
Mas é o PSDB o partido que aparece mais bem posicionado nas disputas estaduais. Além de também ter cinco candidatos liderando com folga, o partido tem mais seis com boas chances, em disputas apertadas. É o caso de Minas Gerais, onde o governador Antonio Anastasia ultrapassou Hélio Costa (PMDB), na maior arrancada até agora nas brigas estaduais. Justamente no Estado em que a poderosa aliança entre PT e PMDB foi uma questão de honra.
É mais um exemplo do clima de continuidade que paira nestas eleições e um contraponto à maré vermelha. Mas, juntos, os dois fenômenos parecem acelerar a construção da maioria: 17 disputas devem terminar já no primeiro turno. (CK)

Diferença pró-Dilma aumenta - Tracking Vox/Band/iG: Dilma tem 52%, Serra 24%

Via Terror do Nordeste


Podem bater em Dilma, enquanto isso Dilma sobe

Tracking Vox/Band/iG: Dilma tem 52%, Serra 24%

No terceiro dia de medição, as intenções de voto oscilaram dentro da margem de erro; Marina Silva tem 8%


No terceiro dia das medições do tracking Vox Populi/Band/iG para a eleição presidencial, a petista Dilma Rousseff tem 52% e o tucano José Serra 24% das intenções de voto. Dilma oscilou positivamente 1 ponto percentual em relação ao dia anterior, quando tinha 51%. Já Serra perdeu 1 ponto comparado a última sondagem, quando teve 25%. As mudanças ocorreram dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais.

A candidata Marina Silva (PV), terceira colocada, tem 8% das intenções de voto -1 ponto a menos do que na última pesquisa. Brancos e nulos são 4%, indecisos somam 11% e os outros candidatos têm 1%.


A pesquisa, publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 entrevistados.
Na pesquisa espontânea, quando o nome do candidato não é apresentado ao entrevistado, Dilma tem 41%, Serra 19% e Marina Silva 6%.

A petista lidera em todas as regiões do país. Dilma tem seu melhor desempenho na região Nordeste, onde soma 68% dos votos contra 15% de Serra e 5% de Marina.


Já a melhor performance de Serra ocorre na região Sul, onde ele soma 31% e Dilma tem 47%.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Pela liberdade de expressão: Blog do Esmael volta ao ar


Pela liberdade de expressão, contra a censura

Não concordo com uma única palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-la.” (Voltarie)
Neste meu regresso à blogosfera não pretendo “abalar emocionalmente” ninguém. Quero apenas fazer o bom debate de ideias, sem preconceitos e de maneira franca e aberta.
Eu sendo um humanista também não desejo levar quem quer que seja a ficar doente por causa de minhas postagens.
Como dantes, reafirmo o meu compromisso de realizar o confronto saudável de ideias sem precisar recorrer a ataques pessoais. Sempre zelei pela dialética, embora alguns não a suportem.
Fiquei censurado cinco dias devido à judicialização destas eleições promovida pelo candidato do PSDB ao governo do Paraná, senhor Beto Richa.
Buscando esquivar-se do debate político, o tucano recorreu à truculência ao cerceamento da liberdade de expressão na internet.
A Justiça venceu o Direito. Graças ao empenho do meu advogado, Dr. Manoel Valdemar Barbosa Filho, um dos melhores do país.
Como pode alguém não suportar críticas políticas e ainda por cima ficar “abalado emocionalmente” quando o assunto é espinhoso? Estaria essa pessoa preparada para o exercício do cargo público?
Reinauguro a minha página pessoal neste instante sob o signo da verdade, da liberdade de expressão e contra a censura. São bandeiras caras aos verdadeiros democratas que lutaram pelo fim da era do chumbo.
Novamente, eu gostaria de agradecer a todos os internautas do Brasil e do exterior, blogueiros, tuiteiros, partidos políticos, entidades, enfim, àqueles que de alguma maneira me ajudaram a derrotar a censura tucana no Paraná.
Mais uma vez, obrigado a todos.
Em tempo: na tarde desta quinta-feira (2) Beto Richa tentou novamente uma liminar para censurar-me, mas o juiz Naor Ribeiro de Macedo Neto rejeitou o pedido do tucano.

MÍDIA GOLPISTA E DEMOTUCANOS NUNCA DESISTEM

EPOR EDUARDO GUIMARÃES EM SEU BLOG


Vem bala (de prata) por aí



A primeira pergunta mais importante, neste momento político, é sobre a motivação do personagem chamado Carlos Atella Ferreira, portador da procuração apresentada à unidade da Receita Federal no ABC paulista autorizando o beneficiário do documento a extrair informações fiscais sobre Verônica Serra, filha de José Serra.
Os portais de internet corporativos anunciam que o misterioso portador de uma procuração que a filha do candidato do PSDB nega ter assinado seria um “estelionatário” que teria “vários CPFs” e “cheques sem fundo”…
A segunda pergunta que se faz, diante disso, é sobre como a tal procuração pode ter sido tão convincente a ponto de fazer com que a delegacia da Receita em Santo André aceitasse documento carimbado em nome do Cartório do 16º Tabelião de Notas de São Paulo, capital.
Diante disso, algumas especulações:
1 – O funcionário da Receita que aceitou a procuração pode estar envolvido em uma trama criminosa para extrair informações sigilosas da filha de um político em disputa eleitoral.
2 – O Cartório do 16º Tabelião de São Paulo, senhor Fabio Tadeu Bisogni, que supostamente “autenticou” a assinatura de Verônica Serra pode estar envolvido na trama.
3 – Funcionário da Receita e Cartório podem estar envolvidos na trama.
4 – A procuração não pode ser verdadeira porque o cartório que supostamente a “autenticou”  nega que Verônica Serra tenha registrado sua assinatura por lá.
5 – Verônica Serra mente ao negar que tenha solicitado a quebra do próprio sigilo.
6 –  A delegacia da Receita envolvida no caso está localizada em um distrito que não é o de residência de Verônica Serra, o que aumenta a probabilidade de falsificação do documento.
7 – É absurdo imaginar que Serra apostasse tanto no caso e o levasse à entrevista que deu ao Jornal da Globo na madrugada desta quarta-feira se a filha tivesse mesmo pedido a quebra do próprio sigilo.
8 – O portador da procuração suspeita, Carlos Atella Ferreira, pode ter agido a mando do PT, pois este pode ter tentado atingir a candidatura do tucano.
9 – O mesmo portador da procuração suspeita pode ter agido a mando do PSDB para este forjar um escândalo contra a candidatura Dilma Rousseff.
10 – A lógica não explica por que a campanha de Dilma cometeria crimes de tal gravidade contra um adversário que está derrotando tão facilmente, segundo as pesquisas.
É perfeitamente lícito, a partir destas especulações – que não passam disso, mas que têm boa dose de lógica –, considerar a possibilidade de surgir alguma ligação entre o tal Carlos Atella Ferreira e o PT ou alguma entidade que possa ser ligada ao partido.
Será um indício não conclusivo, mas que buscará induzir no eleitorado maior suspeita de que as acusações de Serra à campanha de Dilma são verdadeiras. A mídia, mais uma vez, tratará o indício como prova, jogando com o pouco tempo que resta para 3 de outubro para que não seja possível desmentir o factóide.
Parece-me difícil que o caso não tome esse caminho. Essa pode ser a verdadeira “bala de prata” que estava sendo preparada. Mas também penso que ficará demonstrado que faltou os que a dispararam combinarem a estratégia com os “russos”. Quem são eles? Isso eu não conto… Ainda.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

PESQUISA VOX POPULI/IG: DILMA 51%, SERRA 25%, MARINA 9%

DO TIJOLAÇO.COM


O primeiro tracking IG/Vox Populi, que irá conferir diariamente a tendência do eleitorado, aponta Dilma com 51% das intenções de voto, contra 25% de José Serra,
O tracking revela que a diferença de Dilma para Serra é maior que o percentual do tucano. Marina Silva aparece com 9%, e os demais candidatos, juntos, chegaram a 1% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 4%, enquanto os indecisos ficaram em 11%.
No tracking espontâneo, Dilma tem 41% e Serra, 19%. Sem a apresentação do nome dos candidatos, o presidente Lula ainda obtém 2% das intenções de voto.
O tracking IG/Vox conta com 2.000 entrevistas. A cada quatro dias, um quarto dessa amostra é renovada por meio da realização de 500 novas entrevistas. Essa renovação permite identificar rapidamente as tendências de evolução das intenções de voto.  A margem de erro do tracking é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos.